Sei que às vezes não estou suficientemente maduro para tomar uma decisão, pois não conheço bem os dois lados que chamam a minha atenção, que acenam para mim, que tentam me atrair. Porém, na maioria das vezes, a minha indecisão não é sinônimo de prudência. Ela existe por causa do medo, da tradição, do comodismo, da correnteza em sentido contrário, do engano, do acanhamento, da opinião pública, da preguiça.
A história do filho pródigo, na parábola de Jesus sempre me impressionou. O evangelho registra que, em uma terra distante, o rapaz reconheceu seu erro e tomou a decisão de voltar para casa. O verso seguinte mostra que a decisão era para valer, pois "levantando-se, foi para seu pai" (Lc.15.20). Encanta-me a decisão tomada por Zaqueu logo após a conversa que Jesus teve com ele. Como o pródigo, o coletor de impostos se levantou e disse ao Senhor: "de agora em diante eu darei a metade da minha riqueza aos pobres" (Lc.19.8).
Confesso que tenho uma ponta de inveja quando leio o discurso de Josué perante o povo indeciso quanto à escolha do caminho a seguir: "Quanto a mim, ouçam bem, Eu e minha casa serviremos ao Senhor". (Js.24.15)
Para que haja alguma mudança, para iniciar qualquer empreendimento, não posso ser indeciso. Exemplos não me faltam. A Bíblia me encoraja quando diz que Salomão resolveu dificar a casa ao nome do Senhor (2 Cr.2.1) - Que Joás resolveu restaurar o mesmo templo (2 Cr.24.4), que Daniel resolveu não contaminar-se com as iguarias da mesa de Nabucodonozor (Dn.1.8), que Paulo resolveu ir a Jerusalém, onde o esperavam sofrimentos e prisões (At.19.21).
Os heróis da fé são pessoas que nao ficam paradas, deixando o tempo e as oportunidades passarem por conta de eterna indecisão. Por misericórdia, não quero mais atrasar o que é necessário, o que é certo, o que é bom para mim e para os outros, inclusive para minha família. Não quero ser culpado de alguma dor, infelicidade ou tragédia por falta de decisão da minha parte.
Abraão não ficou a vida inteira decidindo se sairia ou não de Ur dos caldeus e se ofereceria ou não seu único e amado filho em sacrifício ao Senhor. Pela fé, fez ambas as coisas sem perder tempo (Hb.11.8,17). Entre dois caminhos opostos a tomar, Moisés fez logo a sua escolha: Abandonar a casa de faraó, os prazeres transitórios do Egito, para ser maltratado junto com o povo de Deus (Hb.11.24-26).
Quero ter a firmeza de Paulo quando escreveu a Tito: "Resolvi passar o inverno lá [em Nicópolis] (Tt.3.12). De hoje em diante, com o auxílio de Deus, não quero ser mais indeciso.
_______________
Artitgo da Ultimato - setembro/outubro - 2011.
Bem vindo ao meu espaço
Uma página aberta para a reflexão e restauração da saúde do pastor e de sua familia.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
TEUDAS
Em Atos 5, Gamaliel, fariseu e rabino, cita Teudas para dissuadir os judeus da intenção de torturar e exterminar os apóstolos de Cristo, temendo serem eles representantes autênticos da divindade. E para Gamaliel, com Deus não se brinca nem se luta contra, é burrice! Ele estava certo.
Mas, quem era Teudas? Teudas provavelmente atuou como um pregador messiânico (muito comum na Judéia do Século I), e, infelizmente também no século XXI. Ele se propunha a liderar massas judaicas, para fins de renovação religiosa e social. Proclamando-se um profeta mandado por Deus para socorrer o povo judeu, que sofria sob o "status quo" vigente (inclusive a dominação romana), ele recorreu à tradição do herói nacional, Moisés, assegurando ser capaz de "abrir as águas" do rio Jordão. O historiador judeu, Flávio Josefo se refere ao episódio:
Teudas, não podemos negar, era um líder. Afinal, atraia seguidores. Gamaliel comenta sobre uma característica dele, que acredito, ter sido a principal causa de seu fracasso. E não duvido muito que essa tendência ainda hoje acompanha muitos líderes e pastores ainda hoje. Sabe como Gamaliel o definiu? "Pretencioso em ser alguém importante". É o cara que quer chamar atenção para si - Busca pôr seu nome em lugar elevado, no patamar de um ídolo. É o líder que luta com todas as armas para sobressair sobre os demais; e não está nem aí para as pessoas que o seguem - elas são apenas números para dar expressão à sua presunção e egocentrismo. Teudas se colocou no lugar do messias, e aí gente, é demais não é? São considerados os mais importantes da comunidade, o clérigo, que não compartilha seu aprendizado nem as conquistas com ninguém, que não deixa substitutos, sua obra morre consigo. Teudas foi morto, e seu ideal absurdo e avesso à verdade, morreram juntos.
"Ele, porém, foi morto e os seus seguidores foram dispersos sem prejuízo para ninguém" , conclui o texto sagrado sobre Teudas. Ou seja, com ele morreu sua presunção. Ninguém sentiu sua falta e a vida voltou ao 'normal'. Já foi tarde!!
Mas, quem era Teudas? Teudas provavelmente atuou como um pregador messiânico (muito comum na Judéia do Século I), e, infelizmente também no século XXI. Ele se propunha a liderar massas judaicas, para fins de renovação religiosa e social. Proclamando-se um profeta mandado por Deus para socorrer o povo judeu, que sofria sob o "status quo" vigente (inclusive a dominação romana), ele recorreu à tradição do herói nacional, Moisés, assegurando ser capaz de "abrir as águas" do rio Jordão. O historiador judeu, Flávio Josefo se refere ao episódio:
"Quando Cuspius Fadus era procurador da Judéia, um certo charlatão, cujo nome era Teudas, persuadiu muitas pessoas do povo simples a tomar seus haveres e acompanhá-lo até o rio Jordão. Dizia que era profeta, e que à sua ordem o rio se separaria abrindo fácil passagem para eles. Com essas palavras iludiu a muitos. Mas Fado não permitiu que eles consumassem essa loucura. Enviou uma unidade de cavalaria contra eles, que matou muitos num ataque de surpresa e também capturou muitos vivos. Tendo capturado Teudas, cortaram-lhe a cabeça e a levaram a Jerusalém". - (Antiguidades)
Teudas, não podemos negar, era um líder. Afinal, atraia seguidores. Gamaliel comenta sobre uma característica dele, que acredito, ter sido a principal causa de seu fracasso. E não duvido muito que essa tendência ainda hoje acompanha muitos líderes e pastores ainda hoje. Sabe como Gamaliel o definiu? "Pretencioso em ser alguém importante". É o cara que quer chamar atenção para si - Busca pôr seu nome em lugar elevado, no patamar de um ídolo. É o líder que luta com todas as armas para sobressair sobre os demais; e não está nem aí para as pessoas que o seguem - elas são apenas números para dar expressão à sua presunção e egocentrismo. Teudas se colocou no lugar do messias, e aí gente, é demais não é? São considerados os mais importantes da comunidade, o clérigo, que não compartilha seu aprendizado nem as conquistas com ninguém, que não deixa substitutos, sua obra morre consigo. Teudas foi morto, e seu ideal absurdo e avesso à verdade, morreram juntos.
"Ele, porém, foi morto e os seus seguidores foram dispersos sem prejuízo para ninguém" , conclui o texto sagrado sobre Teudas. Ou seja, com ele morreu sua presunção. Ninguém sentiu sua falta e a vida voltou ao 'normal'. Já foi tarde!!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
MORÁVIOS
Morávios
Iniciado em Hernhut, Alemanha no século 18, o movimento de oração continua (24 horas) chamado Moravianos durou por quase 100 anos, e eles não oravam por aquilo que não estavam dispostos a ser a resposta. Os moravianos eram muito dedicados ao Senhor, mais de 2150 membros de sua igreja foram enviados como missionários, a ação missionária utilizou pessoas simples e comuns de coveiro a lavrador, de sapateiro a oleiro e até como escravo vendido. Marcaram um recomeço de um mutirão missionário a todas as nações. Certa fez foi feita a seguinte pergunta a um moraviano: “O que significa ser um moraviano?”. Eele respondeu “Ser um moraviano e promover a causa global de Cristo são a mesma coisa”.
Dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da India onde 3000 africanos trabalhavam como escravo e cujo dono era um Britânico agricultor e ateu. Esses joves fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: ” Nenhum pregador e nenhum clérico chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido”. Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: “E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?”, o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o tranposte deles. Então os jovens usaram o valor de sua propria venda para custiar sua viagem.
No dia da partida para ilha, as famílias estavam reunidas no porto para se despedirem dos jovens. Houve orações choros e abraços, amigos e familiares puderam dar o último adeus para seus irmãos. E algumas pessoas falaram: porque vocês estão fazendo isso? Vocês nunca mais irão ver seus familiares e amigos, e vão ser escravos para o resto de suas vidas! Mas quando o barco estava se afastando do porto os dois jovens levantaram suas mãos e declararam em voz alta: ‘para que o Cordeiro que foi imolado receba a recompensa por seu sacrifício através das nossas vidas.”.
A Igreja dos Irmãos Morávios continua ativa hoje, mas seu legado é visto também em outras denominações. John Weslev foi grandemente influenciado pelos morávios e incorporou algumas de suas preocupações ao movimento metodista. William Carey, muitas vezes considerado o pai das missões protestantes modernas, estava, na verdade, seguindo os passos dos missionários morávios. “Vejam o que os morávios fizeram”, comentou ele em determinada ocasião. “Será que não poderíamos seguir seu exemplo e, em obediência a nosso Mestre Celestial, ir ao mundo e pregar o evangelho aos incrédulos”?
Fonte: jocumdf.com
Iniciado em Hernhut, Alemanha no século 18, o movimento de oração continua (24 horas) chamado Moravianos durou por quase 100 anos, e eles não oravam por aquilo que não estavam dispostos a ser a resposta. Os moravianos eram muito dedicados ao Senhor, mais de 2150 membros de sua igreja foram enviados como missionários, a ação missionária utilizou pessoas simples e comuns de coveiro a lavrador, de sapateiro a oleiro e até como escravo vendido. Marcaram um recomeço de um mutirão missionário a todas as nações. Certa fez foi feita a seguinte pergunta a um moraviano: “O que significa ser um moraviano?”. Eele respondeu “Ser um moraviano e promover a causa global de Cristo são a mesma coisa”.
Dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da India onde 3000 africanos trabalhavam como escravo e cujo dono era um Britânico agricultor e ateu. Esses joves fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: ” Nenhum pregador e nenhum clérico chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido”. Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: “E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?”, o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o tranposte deles. Então os jovens usaram o valor de sua propria venda para custiar sua viagem.
No dia da partida para ilha, as famílias estavam reunidas no porto para se despedirem dos jovens. Houve orações choros e abraços, amigos e familiares puderam dar o último adeus para seus irmãos. E algumas pessoas falaram: porque vocês estão fazendo isso? Vocês nunca mais irão ver seus familiares e amigos, e vão ser escravos para o resto de suas vidas! Mas quando o barco estava se afastando do porto os dois jovens levantaram suas mãos e declararam em voz alta: ‘para que o Cordeiro que foi imolado receba a recompensa por seu sacrifício através das nossas vidas.”.
A Igreja dos Irmãos Morávios continua ativa hoje, mas seu legado é visto também em outras denominações. John Weslev foi grandemente influenciado pelos morávios e incorporou algumas de suas preocupações ao movimento metodista. William Carey, muitas vezes considerado o pai das missões protestantes modernas, estava, na verdade, seguindo os passos dos missionários morávios. “Vejam o que os morávios fizeram”, comentou ele em determinada ocasião. “Será que não poderíamos seguir seu exemplo e, em obediência a nosso Mestre Celestial, ir ao mundo e pregar o evangelho aos incrédulos”?
Fonte: jocumdf.com
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
PEQUENAS IGREJAS DENTRO DA GRANDE
"Bem antes de Aldersgate, João Wesley havia descoberto a força de pequenos grupos. A leitura e vivência com os morávios, havia motivado a dinâmica da pequena igreja dentro da grande igreja, que constituia o coração do pietismo. Sua experiência no Metodismo de Oxford e na pequena sociedade dentro de sua paróquia em Savana serviu-lhe de confirmação experimental.
Em abril de 1739, acompanhou com relutância, Jorge Whiterfield em pregação ao ar livre; no mesmo mês, seu Diário registra pregação a multidões de até seis mil pessoas e conversões espetaculares. Deixaria os pequenos grupos em busca das multidões e das conversões dramáticas? Wesley, sem abandonar as massas, concentrou esforços na consolidação dos pequenos grupos. O próprio Whiterfield reconheceria a sabedoria dessa decisão.
João e Carlos Wesley e mais alguns companheiros fundaram em 1o.de maio de 1738 a Sociedade de Fetter Lane. Suas regras incluiam: -reuniões semanais para 'confessar as culpas uns aos outros e orar uns pelos outros para que sarassem' (Tg.5.16), - Iniciar e terminar as reuniões com cânticos e orações, - Subdivisão da sociedade em grupos menores e mais íntimos, - e uma festa de amor (agape) mensal.
Afinal, o que era uma 'sociedade metodista?' Não era uma igreja, e nem um conjunto das sociedades se constituía em uma nova denominação. Os metodistas, na verdade, eram membros da Igreja Anglicana, embora pouco praticantes. Muitos eram pessoas humildes, desempregados ou com emprego de baixa renda. Convenceram-se pela pregação de Wesley, Whitefield, e outros que careciam de uma autêntica fé e vivência cristã. Teologicamente falando, eram pessoas arrependidas. A função de uma socieade era a de proporcionar-lhes ambiente onde pudessem apropriar-se da dádiva da fé que Deus oferece a toda a pessoa arrependida e, com ela o perdão, a transformação da vida e a santificação progressiva. Tudo na sociedade visava a realização desses alvos.
O pequeno grupo, sociedade ou classe, como eram chamados, reunia-se semanalmente para oração, confissão, aconselhamento, apoio mútuo e, naturalmente para a coleta de contribuições dos membros.Reuniam-se em 10 a 12 pessoas visando proporcionar ambiente para a experiência pessoal da fé e a edificação daquele(a) que viesse a crer.
Deus confirmou a escolha de Wesley quanto à estrutura da sociedade como base para o movimento metodista primitivo. Em 1768, o metodismo possuía quarenta circuitos e 27.341 membros. Dez anos mais tarde, havia crescido para sessenta circuitos e 40.089 membros. Uma década depois possuia 99 circuitos e 66.375 membros. Em 1798, o Metodismo tinha 149 circuitos com 101.712 membros".
O que matou ou parou esse movimento? Visto que suas raizes seriam a própria escritura e os ensinos de Jesus, copiado ,primeiramente pela Igreja de Jerusalém, e visto no avanço do evangelho pelo mundo através das cartas de Paulo? Creio com toda força do meu coração que cada casa deve ser uma igreja e cada crente um ministro.
Sonho ainda viver pequenas igrejas dentro da igreja grande.
Fontes:
A vida devocional na tradição wesleyana,Imprensa metodista,Steve Harper,1992.
Momentos decisivos do metodismo, imprensa metodista, Duncan Reily, 1991.
Silvio Duque
Em abril de 1739, acompanhou com relutância, Jorge Whiterfield em pregação ao ar livre; no mesmo mês, seu Diário registra pregação a multidões de até seis mil pessoas e conversões espetaculares. Deixaria os pequenos grupos em busca das multidões e das conversões dramáticas? Wesley, sem abandonar as massas, concentrou esforços na consolidação dos pequenos grupos. O próprio Whiterfield reconheceria a sabedoria dessa decisão.
João e Carlos Wesley e mais alguns companheiros fundaram em 1o.de maio de 1738 a Sociedade de Fetter Lane. Suas regras incluiam: -reuniões semanais para 'confessar as culpas uns aos outros e orar uns pelos outros para que sarassem' (Tg.5.16), - Iniciar e terminar as reuniões com cânticos e orações, - Subdivisão da sociedade em grupos menores e mais íntimos, - e uma festa de amor (agape) mensal.
Afinal, o que era uma 'sociedade metodista?' Não era uma igreja, e nem um conjunto das sociedades se constituía em uma nova denominação. Os metodistas, na verdade, eram membros da Igreja Anglicana, embora pouco praticantes. Muitos eram pessoas humildes, desempregados ou com emprego de baixa renda. Convenceram-se pela pregação de Wesley, Whitefield, e outros que careciam de uma autêntica fé e vivência cristã. Teologicamente falando, eram pessoas arrependidas. A função de uma socieade era a de proporcionar-lhes ambiente onde pudessem apropriar-se da dádiva da fé que Deus oferece a toda a pessoa arrependida e, com ela o perdão, a transformação da vida e a santificação progressiva. Tudo na sociedade visava a realização desses alvos.
O pequeno grupo, sociedade ou classe, como eram chamados, reunia-se semanalmente para oração, confissão, aconselhamento, apoio mútuo e, naturalmente para a coleta de contribuições dos membros.Reuniam-se em 10 a 12 pessoas visando proporcionar ambiente para a experiência pessoal da fé e a edificação daquele(a) que viesse a crer.
Deus confirmou a escolha de Wesley quanto à estrutura da sociedade como base para o movimento metodista primitivo. Em 1768, o metodismo possuía quarenta circuitos e 27.341 membros. Dez anos mais tarde, havia crescido para sessenta circuitos e 40.089 membros. Uma década depois possuia 99 circuitos e 66.375 membros. Em 1798, o Metodismo tinha 149 circuitos com 101.712 membros".
O que matou ou parou esse movimento? Visto que suas raizes seriam a própria escritura e os ensinos de Jesus, copiado ,primeiramente pela Igreja de Jerusalém, e visto no avanço do evangelho pelo mundo através das cartas de Paulo? Creio com toda força do meu coração que cada casa deve ser uma igreja e cada crente um ministro.
Sonho ainda viver pequenas igrejas dentro da igreja grande.
Fontes:
A vida devocional na tradição wesleyana,Imprensa metodista,Steve Harper,1992.
Momentos decisivos do metodismo, imprensa metodista, Duncan Reily, 1991.
Silvio Duque
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
ANTES DE ENTRAR NO TEMPLO
Atos 3.1-8
Esse é um daqueles textos do Novo Testamento que contraria a postura da maioria dos crentes e Igrejas de hoje. Ou seja, confronta àquela prática de, primeiro, convidar os não cristãos à irem no templo (o que chamam de Igreja), crendo que lá (no templo) será o local ideal para Deus agir em suas vidas. Ouvirão um pregador profissional, clericalizado e, então se arrependerão e serão transformados por Jesus. Não é assim que a coisa tem funciondo?
Bem, essa é uma das passagens que me ensina diferente!O pobre aleijado queria ficar à porta do templo, não dentro dele, porque esperava uma atitude, um gesto de bondade de quem frequentava o templo, os crentes. E essa era uma rotina p'ro cara porque o versículo um afirma que 'diariamente' ele fazia isso. Todos os dias uma multidão necessitada, aflita e angustiada ronda àqueles que frequentam templos, esperando atenção, ajuda, apoio, compreensão. Mas por que essa gente não entra logo no templo? Tu pergunta! Creio sinceramente que elas não sabem que podem entrar. Certamente sentem-se muito sujas, impuras, pecadoras, complexadas no meio de gente tão boazinha, santa, perfeita, com aqueles olhares...
Uma hora o esmoleiro do texto entrou no templo. Glória a Deus! Aleluia!Só que, para que isso acontecesse, Pedro e João tiveram um posicionamento de crente, lógico! Postura de quem frequenta templo deve ter ainda hoje. Os dois apóstolos, à semelhança de Jesus, o mestre, entendiam que as pessoas não precisam de templos, catedrais, monumentos para serem amadas, acalentadas e restauradas por Deus. Presta atenção!! Não tô dizendo que não precisamos de templo, só que o vejo como complemento de pequenas comunidades ou grupos pequenos de crentes para exercitar a vida no corpo de Cristo. Jesus nunca esperou as pessoas em prédios e templos, Ele vivia e existia para as pessoas onde elas estavam. As visitava em suas casas, como no caso dos amigos de Betânia, as encontravam em poços, as curava em tanques públicos, as libertava em terras estrangeiras como Gadara.Essas pessoas após serem amadas e transformadas decidiam segui-lo. E quando estava ensinando no pátio do templo, lá estavam elas, já transformadas, aprendendo.
Pedro e João não esqueceram os métodos que Jesus usou, e antes que entrassem com o aleijado no templo:
Desenvolviam uma disciplinada vida de oração.As três da tarde se separavam para um necessário e proveitoso período de oração junto ao Pai. Esse período junto a Deus em oração é vital para entendermos o movimento que o Espírito está fazendo na conversão das pessoas.
Sabiam que os não cristãos não se impressionavam com a arquitetura e design do templo; mas com a vida dos cristãos que saiam em entravam ali. Diz o texto que o homem em questão 'olhou' para os discípulos (v.3).
Enxergavam as pessoas com os olhares da graça(v.4). Os dois também vêm o homem, não passa despercebido, é olhado com compaixão, como Jesus os ensinou a olhar.
Leram com discernimento espiritual as reais carências do indivíduo (v.6). Sabiam que pessoas têm necessidades físicas, emocionais e espirituais. Trataram de todas elas como você pode entender nesse texto. Não espiritualizavam tudo, só orando pelas pessoas achando que tudo se resolveria.Sabiam do que a pessoa mais precisava, e na maioria das vezes nesses casos, não é de igreja...
Estenderam as mãos para 'tocar', a fim de aquecer da frieza do mundo, toque de apoio e de ação motivadora, toque terapeutico,que consola e também cura.São pessoas em que nós precisamos crer por eles, pois estão, muitas vezes, adaptadss e condicionadas ao sofrimento.
Agiram para gerar radical transformação (v.8). O levaram a confiar no nome de JEsus (6)- O fizeram andar no poder de Deus e por si mesmo(7b) - produziram auto-estima saudável e o colocaram de pé (8).
Vimos agora um homem transformado. A aproximação e o relacionamento foram fundamentais para o poder de Deus agir. E olha! O cara ainda não tinha entrado no templo para tudo isso acontecer. O que fez a diferença foram:
Vida de oração
Evangelismo por amizade e relacionamento
Discipulado à base de exemplo de vida
Amor que ousa sair de si mesmo e tocar nos outros
Fé para crer que Deus pode transformar qualquer um.
Mas está registrado que o cara entrou no templo, não foi? Lemos: "e entrou com eles no templo..." (8).E entrou louco de alegria, pulando pra Deus de tanto prazer pela transformação experimentada. Sabe...Ouso ver Pedro e João pulando junto com o cara. Porque ser canal de transformação na vida de alguém é bom de mais. Dá vontade pular o dia todo, e rir como criança diante de um doce.
Pensa aí: Quando nós, cristãos, igreja, entendermos que precisamos deixar de ser egoístas e reservados demais, e que ao invés de levar os amigos não cristãos para o templo; os levarmos para nossas casas, gerar convivio, mostrar como um crente vive, então vão entender que tudo pode acontecer antes de entrar no templo.
Pr. Silvio Duque
Paz, amadooooos!
Esse é um daqueles textos do Novo Testamento que contraria a postura da maioria dos crentes e Igrejas de hoje. Ou seja, confronta àquela prática de, primeiro, convidar os não cristãos à irem no templo (o que chamam de Igreja), crendo que lá (no templo) será o local ideal para Deus agir em suas vidas. Ouvirão um pregador profissional, clericalizado e, então se arrependerão e serão transformados por Jesus. Não é assim que a coisa tem funciondo?
Bem, essa é uma das passagens que me ensina diferente!O pobre aleijado queria ficar à porta do templo, não dentro dele, porque esperava uma atitude, um gesto de bondade de quem frequentava o templo, os crentes. E essa era uma rotina p'ro cara porque o versículo um afirma que 'diariamente' ele fazia isso. Todos os dias uma multidão necessitada, aflita e angustiada ronda àqueles que frequentam templos, esperando atenção, ajuda, apoio, compreensão. Mas por que essa gente não entra logo no templo? Tu pergunta! Creio sinceramente que elas não sabem que podem entrar. Certamente sentem-se muito sujas, impuras, pecadoras, complexadas no meio de gente tão boazinha, santa, perfeita, com aqueles olhares...
Uma hora o esmoleiro do texto entrou no templo. Glória a Deus! Aleluia!Só que, para que isso acontecesse, Pedro e João tiveram um posicionamento de crente, lógico! Postura de quem frequenta templo deve ter ainda hoje. Os dois apóstolos, à semelhança de Jesus, o mestre, entendiam que as pessoas não precisam de templos, catedrais, monumentos para serem amadas, acalentadas e restauradas por Deus. Presta atenção!! Não tô dizendo que não precisamos de templo, só que o vejo como complemento de pequenas comunidades ou grupos pequenos de crentes para exercitar a vida no corpo de Cristo. Jesus nunca esperou as pessoas em prédios e templos, Ele vivia e existia para as pessoas onde elas estavam. As visitava em suas casas, como no caso dos amigos de Betânia, as encontravam em poços, as curava em tanques públicos, as libertava em terras estrangeiras como Gadara.Essas pessoas após serem amadas e transformadas decidiam segui-lo. E quando estava ensinando no pátio do templo, lá estavam elas, já transformadas, aprendendo.
Pedro e João não esqueceram os métodos que Jesus usou, e antes que entrassem com o aleijado no templo:
Desenvolviam uma disciplinada vida de oração.As três da tarde se separavam para um necessário e proveitoso período de oração junto ao Pai. Esse período junto a Deus em oração é vital para entendermos o movimento que o Espírito está fazendo na conversão das pessoas.
Sabiam que os não cristãos não se impressionavam com a arquitetura e design do templo; mas com a vida dos cristãos que saiam em entravam ali. Diz o texto que o homem em questão 'olhou' para os discípulos (v.3).
Enxergavam as pessoas com os olhares da graça(v.4). Os dois também vêm o homem, não passa despercebido, é olhado com compaixão, como Jesus os ensinou a olhar.
Leram com discernimento espiritual as reais carências do indivíduo (v.6). Sabiam que pessoas têm necessidades físicas, emocionais e espirituais. Trataram de todas elas como você pode entender nesse texto. Não espiritualizavam tudo, só orando pelas pessoas achando que tudo se resolveria.Sabiam do que a pessoa mais precisava, e na maioria das vezes nesses casos, não é de igreja...
Estenderam as mãos para 'tocar', a fim de aquecer da frieza do mundo, toque de apoio e de ação motivadora, toque terapeutico,que consola e também cura.São pessoas em que nós precisamos crer por eles, pois estão, muitas vezes, adaptadss e condicionadas ao sofrimento.
Agiram para gerar radical transformação (v.8). O levaram a confiar no nome de JEsus (6)- O fizeram andar no poder de Deus e por si mesmo(7b) - produziram auto-estima saudável e o colocaram de pé (8).
Vimos agora um homem transformado. A aproximação e o relacionamento foram fundamentais para o poder de Deus agir. E olha! O cara ainda não tinha entrado no templo para tudo isso acontecer. O que fez a diferença foram:
Vida de oração
Evangelismo por amizade e relacionamento
Discipulado à base de exemplo de vida
Amor que ousa sair de si mesmo e tocar nos outros
Fé para crer que Deus pode transformar qualquer um.
Mas está registrado que o cara entrou no templo, não foi? Lemos: "e entrou com eles no templo..." (8).E entrou louco de alegria, pulando pra Deus de tanto prazer pela transformação experimentada. Sabe...Ouso ver Pedro e João pulando junto com o cara. Porque ser canal de transformação na vida de alguém é bom de mais. Dá vontade pular o dia todo, e rir como criança diante de um doce.
Pensa aí: Quando nós, cristãos, igreja, entendermos que precisamos deixar de ser egoístas e reservados demais, e que ao invés de levar os amigos não cristãos para o templo; os levarmos para nossas casas, gerar convivio, mostrar como um crente vive, então vão entender que tudo pode acontecer antes de entrar no templo.
Pr. Silvio Duque
Paz, amadooooos!
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
QUEM SE IMPORTA?
Por Cleber Marins de Souza
Pastor de família da PIB Rocha-SG
Quando a vida cristã corre com muita “naturalidade”, ou seja, freqüenta-se as atividades da igreja e cumpre-se com as obrigações eclesiásticas, pode-se estar numa zona de conforto.
Servir a Deus nunca foi sinônimo de vida confortável. Pode significar sim, fazer o indesejado, dedicar tempo em atividades pouco atraentes, assumir responsabilidades que, talvez, sejam desprezadas pela maioria. Enfim, dedicar-se a algo que a maioria não gostaria de fazer, mas que para esse momento é o desejo de Deus.
Penso que para se importar é necessário abrir mão do ego, pensar em primeiro lugar na vontade de Deus em nossas vidas. Isso tem a ver em ocupar-se mais em dar do que receber, calar-se ao invés de brigar em determinadas circunstâncias; perdoar sempre. Enfim, fazer todo o possível para que os outros sejam abençoados, mesmo que isso signifique ficar no prejuízo em algo pessoal.
O primordial do coração de quem se importa com outros, é que essa pessoa tem identidade espiritual a tal ponto, que nada nem qualquer outra criatura a diminui. Esse coração se volta para tudo que faz dentro e fora da igreja, com a visão do Reino em busca do ser humano.
Contudo, a igreja de Cristo tem sido influenciada pelo pós-modernismo, que pouco tem a ver com a vida e os ensinos de Jesus. Há muita gente ensinando por aí sobre um Deus que ama os vitoriosos e despreza os fracassados, ou que os fracassados num abrir e piscar de olhos precisam possuir tudo, materialmente falando. No entanto, a Palavra de Deus nos mostra o contrário. O corpo de Cristo precisa estar atento aos excluídos, aos afastados e, foi esse tipo de gente que Jesus preferiu buscar, os marginalizados. Nenhuma programação, nenhum evento da igreja, pode tornar-se um fim em si mesmo. Ou seja, os projetos só adquirem sentido quando promovem a vida, ajudando homens e mulheres a conhecerem mais a Deus no crescimento espiritual e social.
Todos os ensinamentos e exemplos de Jesus apontaram nessa direção: buscar o cansado, o oprimido, o rejeitado, o pecador. “ os sãos não necessitam de médico, mas sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim, os pecadores ao arrependimento” (Mc.2.17).
Por isso, é imprescindível entender o papel da igreja que se importa, porque ela existe não para ser apenas uma vitrine de prósperos, mas sim um CONVITE para gente necessitada, que reconhece a total impossibilidade de salvação a não ser através da graça de Jesus que nos ama.
O evangelho dos que se importam é muito mais que bens, é salvação! É muito mais que sorrisos, é alegria eterna! É muito mais que prosperidade, é plenitude de vida em Cristo Jesus. A partir desse tema, que Deus nos ajude a se importar com tudo o que o Espírito Santo nos falar no decorrer desse mês de Missões Nacionais.
Pastor de família da PIB Rocha-SG
Quando a vida cristã corre com muita “naturalidade”, ou seja, freqüenta-se as atividades da igreja e cumpre-se com as obrigações eclesiásticas, pode-se estar numa zona de conforto.
Servir a Deus nunca foi sinônimo de vida confortável. Pode significar sim, fazer o indesejado, dedicar tempo em atividades pouco atraentes, assumir responsabilidades que, talvez, sejam desprezadas pela maioria. Enfim, dedicar-se a algo que a maioria não gostaria de fazer, mas que para esse momento é o desejo de Deus.
Penso que para se importar é necessário abrir mão do ego, pensar em primeiro lugar na vontade de Deus em nossas vidas. Isso tem a ver em ocupar-se mais em dar do que receber, calar-se ao invés de brigar em determinadas circunstâncias; perdoar sempre. Enfim, fazer todo o possível para que os outros sejam abençoados, mesmo que isso signifique ficar no prejuízo em algo pessoal.
O primordial do coração de quem se importa com outros, é que essa pessoa tem identidade espiritual a tal ponto, que nada nem qualquer outra criatura a diminui. Esse coração se volta para tudo que faz dentro e fora da igreja, com a visão do Reino em busca do ser humano.
Contudo, a igreja de Cristo tem sido influenciada pelo pós-modernismo, que pouco tem a ver com a vida e os ensinos de Jesus. Há muita gente ensinando por aí sobre um Deus que ama os vitoriosos e despreza os fracassados, ou que os fracassados num abrir e piscar de olhos precisam possuir tudo, materialmente falando. No entanto, a Palavra de Deus nos mostra o contrário. O corpo de Cristo precisa estar atento aos excluídos, aos afastados e, foi esse tipo de gente que Jesus preferiu buscar, os marginalizados. Nenhuma programação, nenhum evento da igreja, pode tornar-se um fim em si mesmo. Ou seja, os projetos só adquirem sentido quando promovem a vida, ajudando homens e mulheres a conhecerem mais a Deus no crescimento espiritual e social.
Todos os ensinamentos e exemplos de Jesus apontaram nessa direção: buscar o cansado, o oprimido, o rejeitado, o pecador. “ os sãos não necessitam de médico, mas sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim, os pecadores ao arrependimento” (Mc.2.17).
Por isso, é imprescindível entender o papel da igreja que se importa, porque ela existe não para ser apenas uma vitrine de prósperos, mas sim um CONVITE para gente necessitada, que reconhece a total impossibilidade de salvação a não ser através da graça de Jesus que nos ama.
O evangelho dos que se importam é muito mais que bens, é salvação! É muito mais que sorrisos, é alegria eterna! É muito mais que prosperidade, é plenitude de vida em Cristo Jesus. A partir desse tema, que Deus nos ajude a se importar com tudo o que o Espírito Santo nos falar no decorrer desse mês de Missões Nacionais.
Assinar:
Postagens (Atom)