Bem vindo ao meu espaço

Uma página aberta para a reflexão e restauração da saúde do pastor e de sua familia.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

QUEM SE IMPORTA?

Por Cleber Marins de Souza
Pastor de família da PIB Rocha-SG


Quando a vida cristã corre com muita “naturalidade”, ou seja, freqüenta-se as atividades da igreja e cumpre-se com as obrigações eclesiásticas, pode-se estar numa zona de conforto.
Servir a Deus nunca foi sinônimo de vida confortável. Pode significar sim, fazer o indesejado, dedicar tempo em atividades pouco atraentes, assumir responsabilidades que, talvez, sejam desprezadas pela maioria. Enfim, dedicar-se a algo que a maioria não gostaria de fazer, mas que para esse momento é o desejo de Deus.
Penso que para se importar é necessário abrir mão do ego, pensar em primeiro lugar na vontade de Deus em nossas vidas. Isso tem a ver em ocupar-se mais em dar do que receber, calar-se ao invés de brigar em determinadas circunstâncias; perdoar sempre. Enfim, fazer todo o possível para que os outros sejam abençoados, mesmo que isso signifique ficar no prejuízo em algo pessoal.
O primordial do coração de quem se importa com outros, é que essa pessoa tem identidade espiritual a tal ponto, que nada nem qualquer outra criatura a diminui. Esse coração se volta para tudo que faz dentro e fora da igreja, com a visão do Reino em busca do ser humano.
Contudo, a igreja de Cristo tem sido influenciada pelo pós-modernismo, que pouco tem a ver com a vida e os ensinos de Jesus. Há muita gente ensinando por aí sobre um Deus que ama os vitoriosos e despreza os fracassados, ou que os fracassados num abrir e piscar de olhos precisam possuir tudo, materialmente falando. No entanto, a Palavra de Deus nos mostra o contrário. O corpo de Cristo precisa estar atento aos excluídos, aos afastados e, foi esse tipo de gente que Jesus preferiu buscar, os marginalizados. Nenhuma programação, nenhum evento da igreja, pode tornar-se um fim em si mesmo. Ou seja, os projetos só adquirem sentido quando promovem a vida, ajudando homens e mulheres a conhecerem mais a Deus no crescimento espiritual e social.
Todos os ensinamentos e exemplos de Jesus apontaram nessa direção: buscar o cansado, o oprimido, o rejeitado, o pecador. “ os sãos não necessitam de médico, mas sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim, os pecadores ao arrependimento” (Mc.2.17).
Por isso, é imprescindível entender o papel da igreja que se importa, porque ela existe não para ser apenas uma vitrine de prósperos, mas sim um CONVITE para gente necessitada, que reconhece a total impossibilidade de salvação a não ser através da graça de Jesus que nos ama.
O evangelho dos que se importam é muito mais que bens, é salvação! É muito mais que sorrisos, é alegria eterna! É muito mais que prosperidade, é plenitude de vida em Cristo Jesus. A partir desse tema, que Deus nos ajude a se importar com tudo o que o Espírito Santo nos falar no decorrer desse mês de Missões Nacionais.

PORQUE OS LÍDERES DESISTEM?

Questionados sobre as causas das desistências dos líderes para com seus ministérios, nos remetemos às mais diversas suposições. Indagamos sobre a convicção do chamado, sobre sua preparação para liderar, sobre o caráter e até mesmo sobre a luta espiritual travada entre o inimigo contra os crentes.

Para sairmos das especulações e conhecermos algumas das causas da desistência dos líderes é que entrevistamos um dos pastores de pastores mais conceituados e reconhecidos. Ele responde levando em conta sua vasta experiência no treinamento de liderança e seus contatos com pastores do mundo todo.

Dr. Raph Neighbour Jr. é graduado em Artes, pelo Northwestern College, com mestrado em Teologia, pelo New Orleans Baptist Theological Seminary, doutorado em Ministério, pelo Luther Rice Theological Seminary e doutorado em Teologia Sagrada, pela Southwestern Baptist University. É autor de muitos livros e manuais de capacitação associados ao movimento Igreja em Células. Há 43 anos tem se envolvido com pastores ao redor do mundo como consultor. Atualmente é professor adjunto no Seminário Teológico Batista de Golden Gate e dirige o programa de Doutorado em Ministério desta instituição.

O senhor tem viajado para muitos países diferentes por um longo tempo.
Que tipo de características ou quais fatores o irmão achou comum nos pastores que desejam desistir do ministério nesses países?


Ralph - A desistência do ministério tem origem nas mais diversas causas. Uma das mais comuns é o desânimo dos pastores frente às congregações que têm uma mentalidade consumista e que esperam do pastor o suprimento de todas as suas demandas egoístas enquanto se negam a participar ativamente do ministério. Esta também é a razão pela qual os pastores migram de igreja para igreja em algumas denominações, permanecendo numa média de 2 a 3 anos antes de partirem de novo.
As demandas sobre um pastor de uma pequena congregação são imensas. Eles precisam desempenhar vários papéis: professor, orador, organizador, captador de recursos, conselheiro, e acima de tudo ser um bom político, para que agrade àqueles membros da igreja que são formadores de opinião. Um psiquiatra que trata de pastores com esgotamento disse que em uma semana típica de trabalho a carga horária é de 70 horas. Geralmente, os salários são tão pequenos que as férias anuais não são possíveis e por isso também os filhos são privados de coisas que outros da mesma idade podem usufruir. As esposas também acabam ficando estressadas por terem que adicionar na sua rotina de mãe e dona de casa, outras atividades da igreja.

O senhor teria alguma estatística, tanto sobre os que desistem quanto os que retornam ao ministério?

Ralph - Sunscape Ministries, localizado no Colorado, é uma organização que tem servido aos pastores americanos em crise e tem informações de que 1.600 pastores desistem ou são forçados a abdicar do púlpito por mês, isto considerando todas as denominações ao redor do mudo. Destes, poucos retornam ao ministério.

Observamos uma tendência em muitas igrejas de "espiritualizar" todos os problemas. O senhor diria que isto também acontece quando falamos de desistência de ministério? Ou seria o inimigo o maior responsável por isso?

Ralph - Creio que é óbvio que os pastores estão envolvidos em uma guerra espiritual, não é? Apesar disto, muitos estão servindo de forma que aparenta não dar conta das artimanhas do inimigo. Muitos seminários teológicos chegam a boicotar a crença individual na pessoa do inimigo (isto aconteceu comigo!) e o fato de tratar do demoníaco é tido como radical. Mas, sim, Satanás fará todo mal possível para destruir um pastor. Pode ser através de um apelo à luxúria. O desejo do pastor de ser importante, a ganância por riquezas, e acima disto tudo, a sede de poder e de controle. Muitos ministros estão espiritualmente falidos. Recentemente, fizemos uma pesquisa com 500 pastores evangélicos nos Estados Unidos e levantamos que eles gastam, em média, somente 7 minutos por dia em oração. Trabalhar para o Senhor na força do braço é certeza de esgotamento! Muitos pastores não experimentam estilos de vida santificados e nem tem uma paixão interna por ver vidas optando por seguir a Cristo.

Haveria uma maneira pessoal através da qual os próprios pastores podem se prevenir de desistir?

Ralph - Com certeza! Em primeiríssimo lugar, eles devem ter uma poderosa vida de oração. Um mínimo de 1 hora por dia. Em segundo lugar, eles devem procurar viver em uma comunidade verdadeira e não se comportarem como ermitões. Tanto nos Estados Unidos quando na Austrália, vi os números de desistência pastoral caírem somente pelo fato de pastores se reunirem semanalmente por 1 ou 2 horas ao invés de terem encontros mais longos a cada 4 meses. No Estado de Illinois, a formação de células para pastores teve um impacto na taxa de desistência dos pastores batistas.

O senhor está casado há quase 6 décadas. O que poderia dizer sobre a importância da sua esposa e o papel que ela tem desempenhado em não deixar que o senhor desista do ministério?


Ralph - Do alto dos meus 57 anos de casamento posso testificar que dividir minha vida com a Ruth foi um dos maiores presentes que Deus me deu para que eu não desistisse. Tenho enfrentado muita rejeição ao longo dos anos, já que Deus me deu direção ministerial para atuar no sentido de ser agente de mudança dentro das denominações tradicionais. Seu compromisso constante com nosso chamado mútuo tem me mantido nos trilhos. Ao mesmo tempo, tenho conversado com muitos pastores que tem que, literalmente, carregar suas esposas nas costas como um fardo, já que se recusam a compartilhar seu chamado e visão. Sofro por eles!

Já pensou em desistir em algum momento? Por que? Poderia nos dar detalhes sobre como superou esta fase?

Ralph - Sim. Houve um momento quando eu deixei minha denominação, aos 36 anos, para procurar um modelo do novo testamento para a igreja. Fui rejeitado e considerado por praticamente todas as pessoas acima de mim como um radical. Uma vez escrevi que se tivesse morrido naquele momento, não haveria sequer um colega pastor disposto a falar no meu funeral! Ser um agente de mudança foi muito dolorido! Lembro-me das palavras de Paulo em At 20.24 "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus". Quando um homem tem uma visão, ele corre o risco de desistir. Mas quando a visão tem o homem, não há retorno, não importam as circunstâncias. Desde quando tinha 34 anos e até agora aos 80, tenho me alegrado no chamado do Mestre, e as circunstâncias nunca ofuscaram este chamado.

O que as igrejas podem fazer para ajudar os pastores e minimizar os fatores que provocam desistências?

Ralph - Estou convencido de que a desistência do atual modelo tradicional de ser igreja e a transição para Comunidades Cristãs de Base (ou grupos de células) proporciona uma mudança radical no estilo de vida do pastor. Ele não tem mais que ser tudo para todos os membros. Ele consegue reorganizar sua vida de forma significativa uma vez que aprende a servir como um treinador de outros que farão o verdadeiro trabalho ministerial.

Que conselho pessoal o senhor daria para os pastores que estão se sentindo cansados e esgotados?

Ralph - Antes de desistir, considere o fato de que você ainda não chegou ao estágio final do seu ministério. Ser o dono de uma visão vai "acabar" com você. Ser possuído por uma visão lhe dará uma alegria contagiante uma vez que você será carregado pelo Cristo que vive dentro de você, dando-lhe poder e fluindo por seu intermédio! Leia sobre as vidas daqueles homens que chegaram ao estágio de serem possuídos por uma visão, começando com Paulo. O Cristo que habita em você é o grande segredo. O pastor que vive nEle nunca fica esgotado, muito pelo contrário, ele se torna uma fonte que está sempre fluindo a partir de águas profundas. Não há esgotamento quando o fogo dentro de nós é puro Shekinah!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A MORTE DE AMY WINEHOUSE E JOHN STOTT

Recentemente morreram John Stott e Amy Winehouse. Stott morreu aos 90 anos. Amy morreu aos 27. Stott morreu de complicações decorrentes da idade. Amy morreu de “causas desconhecidas”, mas, ao que tudo indica ocasionada por uma overdose.

Stott morreu em casa ouvindo “O Messias” de Handel e cercado por amigos que se revezavam na leitura de textos bíblicos. Amy morreu em casa. Sozinha.

Stott escreveu dezenas de livros de conteúdo cristão que se tornaram luzeiros para a fé de milhões de cristãos em todo o mundo. Obras como “Crêr é também pensar”, “A cruz de Cristo”, "Ouça o Espírito, ouça o Mundo" e diversas outras obras. Ao lado de Billy Graham fundou o Movimento Internacional de Evangelização Mundial Lausanne. Dedicou sua vida ao treinamento e ao ensino de milhões de líderes nas regiões mais carentes de treinamento teológico do mundo, dentre elas, a América-Latina. Amy se tornou conhecida por sua melodiosa voz que cantava letras que evocavam tristeza, desespero e solidão. Ela enterrou o seu próprio coração em uma das suas canções.

Stott sempre será lembrado por sua simplicidade, humildade e dedicação em defesa da causa do Evangelho. Amy sempre será lembrada por suas performances de embriaguez e uso de drogas. Por sua aparência cada vez mais frágil diante da luta perdida contra o vício.

Em todo o mundo, apenas os cristãos protestantes lembraram a morte de Stott. Não foi noticiado por nenhuma grande rede de TV. Nenhum jornal ou revista da chamada “mídia secular” escreveu nem mesmo uma nota sobre a sua morte. Mas, sua vida está escrita na memória e no coração de milhões.

Em todo o mundo, a morte de Amy foi noticiada exaustivamente. TV, rádio, jornais e revistas dedicaram páginas e páginas, horas e horas de cobertura a morte “prematura” daquela jovem "tão promissora" que seguia o exemplo de tantos outros antes dela.

John Stott foi pranteado com esperança por aqueles que eram seus amigos e compartilhavam sua fé em que a morte é apenas o início de uma abundante e plena vida ao lado de Cristo na eternidade. Amy foi pranteada por milhões de fãs e amigos, conhecidos e desconhecidos, e principalmente, por seu pai e sua mãe, que não cansavam de repetir: “Nos últimos dias, ela estava bem”. Seu pranto era pela perda. E apenas isso. Talvez muitos deles pensem que a morte “é o fim”. Amy agora sabe que não é.

Stott morreu numa casa simples, num acampamento pra idosos, propriedade da Igreja Anglicana. Amy morreu numa bela mansão em um bairro nobre de Londres.

Stott não deve ter deixado muito de herança material. Mas, sua herança espiritual é inestimável. Amy deixou milhões de dólares, cuja parte o pai reverterá para ajudar no tratamento de pessoas vítimas do álcool e das drogas. Talvez seja uma forma “de dar sentido a tudo isso”.

Stott sempre estava sorrindo. Amy parecia não ter motivos para ser feliz.

Parece que para o mundo, a morte de Stott não fez nenhuma diferença. Mas, é notório que para o mundo, a morte de Amy foi uma perda inestimável.

Stott morreu crendo na suficiência única e exclusiva do sacrifício de Cristo para ofertar graciosamente ao homem a salvação. Amy...não sei no que ela cria. Mas, por sua vida, pode-se afirmar que não havia experimentado uma nova vida em Cristo. Nele há esperança. Nele há alegria. Nele há sentido para quem somos e o que fazemos com nossa existência. Stott morreu e descansda em Cristo.

Autor desconhecido

CONSULTA NACIONAL DE PASTOREIO DE PASTORES

Aliança Brasileira de Pastoreio de Pastores (ABPP) vai promover a V Consulta Nacional de Pastoreio de Pastores, que será realizada de 13 a 16 de setembro.

Está chegando a V Consulta Nacional de Pastoreio de Pastores, que será realizada de 13 a 16 de setembro. No dia que antecede o evento (12/9) acontecerá uma consulta de um dia para presidentes e secretários executivos denominacionais.

O evento acontecerá no Hotel Fonte Santa Teresa, Valinhos, SP, tendo como preletores: Carlos Alberto Bezerra, David Kornfield, Josadak Lima e Uziel Bezerra.

Em 2007 o MAPI realizou a 1ª Consulta Nacional de Líderes Denominacionais sobre o Pastoreio de Pastores. Desde 1992, MAPI trabalha com redes de pastoreio de pastores e especialistas em capacitar pastores, hoje contando com 1.200 pastores em mais de 40 denominações em sua rede e mais de 30.000 pastores servidos através dos anos.

O sonho avancou e hoje não pertence ao MAPI. Lideranca surgiu entre as denominações para criar a ABPP. A Aliança quer catalisar um movimento em todas as denominações e conselhos de pastores no Brasil. Até aqui umas 35 denominações ou conselhos de pastores desenvolveram projetos de pastoreio de pastores para seu contexto.

A V Consulta Nacional, oferece duas trilhas, a de planejamento e a de aprofundamento. Aqueles que já fizeram a trilha de planejamento e tem um projeto de pastoreio de pastores em andamento deverão fazer a trilha de aprofundamento. Em caso de não ter o projeto ou ser a primeira vez que participa da Consulta deverá fazer parte da trilha de planejamento.

Maiores informação podem ser obtidas através do e-mail: pastoreandopastores@gmail.com ou pelos telefones: (27) 3322-2709 ou (27) 3082-0378.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O PASTOR E SEUS RELACIONAMENTOS COM NÃO CRISTÃOS

Não é muito comum hoje em dia o crente nutrir convivência com pessoas não crentes. Um percentual enorme de evangélicos só se relaciona com pessoas da igreja.Infelizmente! E perdem assim a oportunidade de desenvolver evangelismo por amizade. Inclusive, pastores!

Gostaria de compartilhar que, como pastor, estou atualmente desenvolvendo relacionamentos com pessoas que ainda não seguem a Cristo. Primeiro, por mais "nerdy" que isso possa parecer, eu costumava jogar xadrez durante o ensino médio. Procurei por um clube de xadrez aqui na minha região e encontrei um. É um clube pequeno, mas não existe um único cristão no grupo. Ganhei a confiança deles, e um dos rapazes começou a conversar comigo a respeito de visões de mundo e religiões. Creio que está aberto.

A segunda coisa que venho fazendo é prestar mais atenção aos meus vizinhos, embora já tivesse fazendo isso nos últimos dois anos e meio em que moro nessa redondeza.

Nos últimos meses iniciei um relacionamento com um deles que mora na mesma rua. Recentemente, por meio de uma crise na sua vida, Deus se revelou a ele de uma maneira poderosa e ele sabe disso! Hoje ele e eu estamos passando algumas horas juntos nos ajudando mutuamente em algumas coisas e visitando sua esposa no hospital. Estarei atento a uma oportunidade hoje para ajudá-los a dar o próximo passo.

Por que estou dizendo isso? Como pastor que, durante anos permitiu a si mesmo permanecer segregado de relacionamentos com não crentes de uma maneira significativa, estou vibrando por ver isso começando a funcionar na minha vida.

Quero compartilhar meu entusiasmo com pessoas que eu sei que compreenderão isso e ao mesmo tempo encorajar aquelas que leem isso e que estão pensando em dar o próximo passo nessa direção, mas que ainda não o fizeram. Arrisque-se.

Além de ser uma parte essencial da ordem de fazer discípulos, você também encontrará força e confiança em cada aspecto de seu ministério. Eu sei, embora ainda não tenha visto uma conversão resultante de meus próprios esforços, que isso tem sido verdade na minha vida.

Mais uma coisa, minha célula está envolvida em orar por aquele homem e sua família. Temos planos para um evento social para alcançar aqueles pelos quais estamos orando como grupo, porém Deus está trazendo esse rapaz tão depressa, que nós quase não conseguimos acompanhá-lo.

Entretanto, não estou apenas vibrando por causa deste homem, mas estou aguardando ansiosamente o impacto que causará em nossa célula quando ele e sua esposa se tornarem parte de nosso grupo!

Ed Wandling

sábado, 27 de agosto de 2011

PASTOR E AMIGO

Leia parte da entrevista que Eugene Perterson concedeu à Revista Cristianismo hoje destacando a importância dos relacionamentos no ministério.

Eugene Peterson, como qualquer pastor, já teve lá suas crises existenciais e ministeriais. A primeira foi no início de sua trajetória – achava o pastorado complicado e não sabia bem como atender às expectativas das pessoas. Depois, foi confrontado pela própria vocação. Preferia seguir pela vida acadêmica, mas em determinado momento, viu-se diante do púlpito. Também teve de aprender a lidar com as ovelhas, ou seja, como se relacionar com aqueles a quem liderava. Isso, sem falar nos problemas e angústias que os colegas de ministério vinham lhe confessar. Tudo isso fez de Peterson um “pastor de pastores”.

Como o pastor pode manter limites apropriados entre o exercício de sua vocação e sua vida pessoal?

Essa palavra “limites” tem vindo à tona através das disciplinas psicológicas. Parece-me que é uma maneira de evitar a dificuldade, de contornar a ambiguidade. Você sempre sabe onde está, sempre conhece o limite, e deixa as pessoas virem até onde querem, mas não vai deixá-las ultrapassar essas fronteiras. Lembro que uma vez entrei no escritório da igreja e encontrei lá algumas mulheres que estavam fazendo um boletim informativo. Tínhamos, na ocasião, uma filha que estava nos dando alguns problemas extras, naquela fase de confrontar os pais. Então, eu fiz um desabafo, dizendo estar uma fera com isso e até que eu nem queria ser pai. Quando saí, uma daquelas irmãs me repreendeu, dizendo que todas ali já tinham problemas de sobra para manter as próprias vidas e famílias juntas. “Agora, teremos de ajudar você a manter sua vida em família? Isso é demais”, disse. E ela estava certa. Há algumas coisas totalmente inadequadas a um pastor, como se irritar ou se descontrolar. As pessoas simplesmente não entendem tal comportamento num ministro do Evangelho. A vida pastoral tem de ser uma vida relacional – quando você vive assim, não tem limites como tal. Você tem habilidades, intimidade. Aliás, não gosto dessa separação da vida pastoral e pessoal, atuação congregacional e formação profissional.

Quando fala em vida relacional, o senhor quer dizer que o pastor deve buscar construir amizades entre sua congregação?

Sim. Eu amo a passagem de João 13.17, em que Jesus está no Cenáculo, em sua última noite com os discípulos. Ali, ele os chama de amigos, e não de apóstolos ou discípulos, que são palavras que definem algo meramente funcional. Apenas amigos – e ele repete isso por três vezes. Os pastores deveriam meditar sobre isso. Em vez de se concentrarem em suas funções, suas técnicas, estratégias e visões, que relaxem. Basta apenas estar lá com as ovelhas, aprendendo a serem amigos. No momento em que o pastor sobe no pedestal, vai começar a ocultar a natureza do Evangelho.

A partir de que momento um pastor está subindo no pedestal?

Há muitos pastores que cultivam esse negócio de estar em um pedestal, porque, assim, eles não têm que lidar com pessoas. Preferem lidar com as ovelhas apenas no papel de pregador, conselheiro, guia espiritual ou qualquer outra coisa. Há muitas maneiras de se conviver com a forma estereotipada dessa relação. Mas, quando você se torna um amigo, a coisa é outra. Quando saí da Christ our King Chruch [Igreja Presbiteriana Cristo Nosso Rei, fundada por Peterson em 1962, em Maryland], onde estive por 30 anos, eu realmente não me preocupava com o estilo de vida daquelas pessoas – e, para dizer a verdade, eu não tinha amigos que eu chamaria realmente de “amigos”. Mas, quando eu saí, não posso lhe dizer quantas pessoas de lá me disseram que eu era o melhor amigo que já tiveram. Agora, eu era amigo em outro sentido, já que, de alguma forma, houve alguma qualidade na relação que transmitia que eu me preocupava com eles, conhecia os seus nomes, sabia os nomes de seus filhos – ou seja, não era apenas aquela coisa social. Muitas vezes, convidávamos pessoas para um jantar porque estavam com problemas, mas eu não tinha um relacionamento de amizade com muitas dessas pessoas; simplesmente era amigo porque era disponível para elas. É assim que eu acho que um pastor deve ser.

Ultimamente, com a disseminação dos chamados ministérios de tempo integral, tem havido profissionalização de diversas funções eclesiásticas, inclusive as de pastor e obreiro. Qual sua opinião sobre isso?

Eu acho que o profissionalismo na vocação pastoral é mortal, porque isso afeta a todos. Nós compartilhamos algo bem básico com nossas congregações. Estamos compartilhando a vida de Cristo, maneiras como seguir a Cristo. Os pastores devemos tratar os leigos com dignidade e honrar o seu trabalho, tanto como eles honram o nosso, e aceitá-los como iguais em termos de serviço no Reino de Deus e na vivência da vida cristã. Contudo, o profissionalismo que permeia nossas igrejas não confia nos leigos. Hoje, contratamos profissionais para fazer tudo. Em vez de confiar nos irmãos para fazer o trabalho do povo de Deus, contratamos alguém para fazê-lo, e é assim que profissionaliza tudo na estrutura eclesial. Desenvolvemos hierarquias e sistemas hierárquicos na igreja, e isso sutilmente elimina o senso maior de comunidade. Eu diria que a melhor maneira de superar o profissionalismo é confiar. O pastor deve aprender a confiar aos leigos a responsabilidade de serem iguais a ele em termos de status no reino de Deus.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A QUEM VOCÊ PRESTA CONTAS?

Prestar contas a alguém significa abrir a sua vida para alguns amigos cuidadosamente escolhidos e de confiança, que lhe dirão a verdade. Eles conquistaram o direito de examinar, de questionar e de aconselhá-lo. Salomão disse: “As feridas feitas por um amigo são melhores do que muitos beijos de um inimigo” (Pv 27:6 NLT). Pense nisso!

“O que se requer destes encarregados é que sejam fiéis.” 1 Coríntios 4:2 NVI

As pessoas que aceitam prestar contas geralmente possuem quatro qualidades. Verifique e veja se você as possui:

1) São vulneráveis – capazes de saber quando estão erradas e de admiti-lo, mesmo antes de serem confrontadas.

2) São ensináveis – estão dispostas a ouvir, são rápidas em aprender, e estão abertas para receber conselhos.

3) Estão disponíveis – elas são acessíveis; você sempre pode encontrá-las.

4) São sinceras – elas odeiam tudo que é falso; são comprometidas com a verdade independente do quanto ela possa ferir alguém.

Você diz: “Este padrão é muito alto”. Você está certo!É um padrão com o qual o orgulho não consegue lidar e que os egos frágeis não tolerarão. Esses preferem parecer bons em lugar de serem bons!

Não me entenda mal – não estou sugerindo que qualquer pessoa tenha acesso à sua vida. Não, isto é perigoso. Eu disse alguns amigos escolhidos, confiáveis, discipuladores, mentores espirituais, pessoas que conquistaram o direito de andarem ao seu lado, e de fazerem, no momento oportuno, as perguntas certas. Elas darão a você uma nova perspectiva e com sabedoria, ajudarão a manter você nos trilhos. Paulo confrontou Pedro. Natã confrontou Davi. Quem confronta você?

"Confessem suas faltas uns aos outros e orem uns pelos outros, a fim de que vocês possam ser curados" (Tiago 5.16)