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Uma página aberta para a reflexão e restauração da saúde do pastor e de sua familia.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A IMPORTÂNCIA DAS PARADAS

Nossa vida anda a mil por hora. Vinte e quatro horas no dia tem sido pouco para a maioria das pessoas, e isso tem sido muito prejudicial. O Estresse tem nos adoecido. Isso trás consequências diversas, como a irritabilidade. Mas o pior de tudo é quando não nos damos conta de que essa agitação toda não nos tem feito sair do lugar. Nosso cérebro tem um limite e quando o sobrecarregamos, ele dará sinais claros por meio do corpo que as coisas não vão bem. A doença é frequentemente o modo que o corpo tem de falar conosco e nos obrigar aparar quando as nossas mentes e corações estão excessivamente sobrecarregados. O corpo grita: "Se você não parar, terei de força-lo(a) a isso!

David Kundtz é conferencista e psicoterapeuta e escreveu um livrinho fabuloso chamado "A Essencial arte de parar"(Sextante). Esse material veio bem a calhar na minha vida quando estava sofrendo de esgotamento profundo. Minha vida era uma correria e não aceitava a ideia da necessidade de parar um pouco. 

Jesus fez paradas estratégicas. Sempre as fazia quando sentia a necessidade. Se retirava sozinho e em grupo com seus discípulos para descanso e lazer. Tinha uma agenda agitada onde multidões e mais multidões queriam sua presença. De tão exausto, em determinada ocasião, dormiu na popa de um barco. Jesus nos ensinou que paradas podem salvar nossas vidas.

Kundtz nos lembra coisas importantes: "A principal razão que deve nos levar a parar é justamente querer prosseguir". Observou bem e apontou: "Parar nos dá tempo para ser, e não apenas para fazer". Lembra de que falei sobre o cérebro? "O ritmo mais lento estimula a recordação, enquanto a velocidade favorece o esquecimento. Uma vida excessivamente assoberbada e dispersa também mata o poder da imaginação, que é uma parte essencial de qualquer existência saudável". 

Já atentou para as 'Escalas de Viagem? Imagine as estações numa viagem longa de trem ou ônibus, ao desembarcar, olha em torno, aprecia a paisagem, respira o ar fresco e retorna à viagem sentindo-se descansado, como se tivesse passado por uma mudança. Se você parar com frequência, vai acabar aprendendo a ler a linguagem do seu corpo antes de ficar doente.

Quer saber os benefícios ou frutos de parar? Primeiro: Atenção - Segundo: Relaxamento - Terceiro: Solidão (A diferença entre solidão e isolamento é a estima que você tem por si mesmo). Quarto: Abertura - Quinto: Limites (Parar ajuda a saber a diferença entre você mesmo e os demais). Sexto: Abraçar a sua sombra. - Sétimo: Propósito.

Na tradição Judaico-cristã, Deus estipulou o sábado como dia de descanso. Mas o sábado e o domingo ficaram tão atribulados quanto qualquer segunda-feira. Você consegue hoje ouvir o seu coração? Não? Então perceba já a importância de parar!!!

  




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

FERIDAS TRATADAS SUPERFICIALMENTE

A maioria de nossas feridas estão escondidas ou disfarçadas atrás de comportamentos ou, do nosso silêncio. Já que, mexer dói, e rejeitamos ao máximo a dor; vamos nos escondendo daqueles que podem nos assistir e e apoiar em nosso processo de restauração e cura.

Aos pastores está a responsabilidade de cuidar das pessoas que estão no rebanho. Quando o apascentador assume demasiadas funções burocráticas e administrativas, corre o risco de negligenciar as pessoas, seus traumas e feridas, permitindo assim um rebanho doente. Perdendo o contato com as pessoas, e abrindo mão de relacionamentos profundos de confiança, nós pastores podemos estar fazendo coisas pelas quais não fomos chamados para fazer.

Deus levanta Jeremias a fim de fazer um alerta aos sacerdotes e profetas daquele tempo acerca da negligência às feridas do povo. O texto grita: "Até os profetas e os sacerdotes - usam de falsidade. Eles tratam dos ferimentos do meu povo como se fossem coisa sem importância". (Jr.8.10-11). Deus leva muito à sério as enfermidades não tratadas no seu povo. Estamos como líderes do rebanho preocupados com a estrutura, com os valores denominacionais, com a eloquência ou vestimenta, com o treinamento de novos líderes e pessoas para a obra do evangelho...mas e a saúde das pessoas?

Feridas e traumas não podem ser tratados superficialmente. Um membro adoecido gera enfermidades para todos os outros membros. Quantas feridas abertas na alma de nosso povo! Quantas questões não tratadas, e se tratadas, não estão buscando a cura e a restauração no Senhor. O próprio Jeremias lamentou: "A minha tristeza não pode ser curada". (Jr. 8.18). Quantos pastores tristes, adoecidos emocionalmente, sem dinâmica para cuidar de outras pessoas. Precisando primeiro ser curado, tratado e ministrado.

Uma pergunta que não quer calar: "Por que o meu povo não foi curado?" (Jr.8.22). Olhemos a saúde integral do rebanho como uma prioridade para Deus. Pessoas feridas, principalmente na liderança, produzirá mais ferida. Tenha seu processo de restauração com uma prioridade, se deixe tratar, busque ajuda já, seja sadio, porque Deus tem o remédio para cada dor e questão, e espera usar seus pastores para ministrar cura para  o Seu povo.

Glória a Deus!!!

sábado, 19 de janeiro de 2013

TRATANDO A SOLIDÃO

Ela é uma das fontes mais universais de sofrimento humano e uma condição permanente e contínua na vida de milhões de pessoas. A solidão desconhece os limites de classe, raça, ou idade. Ela envolve um sentimento íntimo de vazio que pode ser acompanhado de tristeza, desânimo, sensação de isolamento, inquietação, ansiedade e um intenso desejo de se sentir amado e necessário à alguém.

Mesmo a Bíblia declarando: "Não é bom que o homem esteja só...", é possível percebê-la na vida de homens como Jacó, Moisés, Jó, Neemias etc. Davi certa vez se queixou por sentir-se só: " Olho para os lados e não vejo ninguém que me ajude. Não há ninguém para me proteger, não há ninguém que cuide de mim" (Salmo 142.4).  

Algo que rejeitamos aceitar é o fato de a solidão, pelo menos até certo ponto, pode ser uma falha da própria pessoa. Aumentamos o nosso potencial de solidão quando somos apanhados numa competidão intensa, lutando pela auto-suficiência, centrados em nossos próprios interesses e sucesso pessoal, críticos ou intolerantes em relação a outros, apegando-nos aos ressentimentos ou exigindo atenção dos outros. Tais atitudes, no geral, nos levam a usar outras pessoas para satisfazer nossas próprias necessidades ou suprir nossos próprios egos. Nada afasta mais depressa os outros, e isto nos isola.

Encarando de frente as diversas possibilidades de causa da solidão, buscando trata-las adequadamente, sugiro algumas reflexões importantes:

Devemos admitir o problema - Ao se sentir solitário, os primeiros passos em direção à cura é admitir a solidão, reconhecer que ela é penosa e decidir fazer algo sobre o problema; ao invés de se sentir um desajustado social.

Precisamos considerar as causas - Com ajuda de um amigo, profissional ou terapeuta, buscando identificar as causas, será possível trabalhar na fonte da solidão em vez de tentar eliminar os sintomas. 

Aceitemos o que não pode ser mudado - Considerando as causas, será importante reconhecer que embora algumas coisas possam ser transformadas, tal como o autoconceito negativo ou atitudes derrotistas que produzem solidão, existem outros pontos imutáveis. A viúva solitária, não pode ter de volta o marido, nem podemos sustar a tendência moderna das pessoas se mudarem constantemente. 

Alteremos o que podemos alterar - Solitários devem ser ajudados a ver e reconhecer seus pontos positivos, habilidades e dons espirituais, assim como as fraquezas. Busquemos a dar o melhor de nós, com a ajuda sobrenatural de Deus. 

Enfrente Riscos - Mesmo com uma auto-imagem positiva, as vezes é preciso coragem para estender-se a outros. E se eles nos criticarem ou rejeitarem, ou deixaremos de responder? Isso embaraça e ameaça. É aí que nos arriscamos nos relacionamentos com outros.

Aprenda habilidades - Podemos, de verdade,  a aprender a se  comunicar com outras pessoas. Tudo que é comportamental pode ser modificado. Desenvolver habilidades de sociabilidade é vital para vencermos a solidão.

Satisfazer necessidades espirituais - O próprio Deus declarou que as pessoas precisam umas das outras se quiserem evitar a solidão. Precisamos, porém, entender que a solidão jamais desaparece por completo até que, além da companhia humana, o indivíduo seja apresentado a JESUS CRISTO. O Seu Espírito vive no interior de todo crente, ajudando-nos, orando por nós e nos tornando mais semelhantes a Cristo.

Fonte: Gary Collins.





quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O PROCESSO DA EDIFICAÇÃO

Deus usa o processo de edificação para tratar os nossos pecados, feridas, dores, conflitos, raiva e necessidades emocionais a fim de trazer cura e crescimento às nossas vidas e à da comunidade (igreja) que pertencemos. Cada passo no processo de edificação é necessário para que o próximo passo aconteça:

1 - Identificação: Entendemos, damos nome e definimos especificamente o fruto e a raiz da nossa dor, pecado, raiva, ferida e/ou conflito. Na maioria dos casos torna-se difícil identificar a raiz de nossos pecados e feridas, devido as nossas negações e camuflagens.


2 - Confissão: Consiste em reconhecermos, verbalizarmos, admitirmos o que tem sido identificado como causas e fontes da nossa dor, raiva, ferida e/ou conflito. Confessar significa 'reconhecer'. Isso nos ajuda a sermos específicos na conversa com Deus; invés de sermos vagarosos.

3 - Aplicação: Começamos novamente, restauramos a vida, consertamos e mudamos em nossas vidas aquilo que identificamos como atitudes ou ações destrutivas, disfuncionais e pecaminosas e, andamos com a mente de Cristo. A aplicação inicia quando permitimos que Deus destrua os muros fora de prumo que construímos em nossa vida (Leia Ezequiel 13.15-16).

4 - Edificação: Agora Cristo pode nos edificar e nos usar para a edificação de outras pessoas.

Continuemos nossos processos!!!

EDIFICADOS EM CRISTO

A palavra 'Edificação' no Novo Testamento vem do grego "oikomodeo" que traduzido diz: "Promoção do desenvolvimento espiritual de um corpo ou Igreja (Efésios 2.1) - Um edifício em crescimento. Nossa edificação, ou crescimento espiritual acontece quando a cabeça, Cristo, começa a ministrar ao seu corpo (ou comunidade) por meio de outros membros (ou pessoas). Cristo ministra a mim por meio de outros irmãos.

Hoje corremos perigo de a igreja se tornar um movimento que solucione os seus problemas espirituais por si em vez de ser edificado por Cristo. Isso acontece quando se extrai a energia da concentração de habilidades, sabedoria e recursos próprios da igreja. Uma comunidade edificada por Cristo libera o poder espiritual, a sabedoria e os recursos, de Deus!

Existem três maneiras hoje de percebermos um grupo de resolvedores de problemas espirituais:


a) As pessoas se veem como a fonte da edificação em vez de ser o 'condutor' para o processo de edificação de Cristo.


b) Uma pessoa traz uma necessidade à comunidade em vez de, primeiro, colocá-la aos pés da Cruz pela oração e súplica.


d) O líder ou um membro é visto (na sua própria mente ou na mente do grupo) como o "edificador" oficial que tem as respostas ou a fórmula para todos os problemas e necessidades.


O Senhor Jesus é quem deve decidir sobre nossos problemas ou necessidades. Devemos sempre indagá-lO:


Pai, revela a fonte do problema!

Senhor, como Tu vai resolver isso?
Onde, Senhor, Tu vai resolver o problema?
Quando, Senhor, Tu tratará dessas questões em minha vida?


QUEBRANTAMENTO

Um princípio importante no processo de alcançar cura, restauração e transformação interior é o quebrantamento. A partir do momento que tomamos conhecimento de fatos e verdades a nosso respeito, torna-se necessário 'reagir' diante desse conhecimento.

Quebrantar significa se render, se entregar representando ao mesmo tempo Arrependimento e Humilhação diante de Deus. Quando constatamos uma realidade sobre nós mesmos e, enquanto nos debatemos e esperneamos contra ela, não ficaremos curados. Ao contrário, quando a realidade vem à tona traz-nos dor, podemos chorar e derramar nossa alma diante de Deus, estamos assim iniciando o nosso processo de cura.

Só tomar consciência não produz cura! A nossa saúde vai requerer certa atitude e postura frente à problemática. Quebrantamento não é fácil e nós sempre que pudermos, resistiremos a ele. Nossa reação natural é o ressentimento, a revolta, negação e inquietação. Passando por esse primeiro momento 'doloroso', havendo possibilidades de rendição e submissão, então temos uma boa notícia: Podemos nos curar! Aleluia!!


domingo, 6 de janeiro de 2013

SAUDÁVEIS NOS RELACIONAMENTOS

Infelizmente um número enorme de pessoas estão feridas e desgastadas pelo intenso peso das mágoas. São pessoas ressentidas; ou seja, sentindo repetidas vezes as dores que sofreram de um conflito pessoal. A questão é que todos experimentamos essas 'rupturas' em nossas vidas, em nosso relacionamento com Deus e com as pessoas. Esses sentimentos tendem a nos sobrecarregar e, facilmente nos conduzirá à outras crises e enfermidades.

Nossa restauração não será plena e saudável até que todas as áreas doentes estejam reparadas. Jesus ensinou: "-Se você estiver oferecendo no altar a sua oferta a Deus e lembrar que o seu irmão tem alguma queixa contra você, deixe a sua oferta ali, na frente do altar, e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e ofereça a sua oferta". (Mateus 5.23-24). 

O apóstolo João endossa: "- Se alguém diz Eu amo a Deus, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê". (1 João 4.20).

Um fato que desperta a atenção no texto de Jesus é que pessoas ressentidas com as outras tem consciência disso, pois elas "lembram". Ao lembrar do fato que existe um conflito pessoal entre você e alguém, ao invés de endurecer o coração, sua atitude de ser a de buscar uma reconciliação o mais rápido possível, e se livrar da monstruosidade da mágoa. Muitos cristãos, infelizmente, estão escravizados e adoecidos pelo ódio, inclusive pastores, que desgastados uns com os outros, se contorcem de raiva, resistindo ao concerto.

Outro fato curioso na fala de Jesus é que a restauração do relacionamento é mais importante que o culto. A oferta ficaria para depois. Pois o altar poderia esperar até que as pessoas se retratassem e se reconciliassem. Aquela oferta marcada pela mágoa não seria aceita pelo Deus eterno, creio que seria como a oferta de Caim, que por ódio matou o seu irmão.

Precisamos decidir reparar as rupturas em nossos relacionamentos. Isso exige que façamos as pazes com Deus, conosco e com outros quem nos afastamos. Assuntos não resolvidos nos relacionamentos podem nos impedir de estar em paz com Deus e conosco. Devemos manter nossa mente e coração abertos a qualquer pessoa que possamos ter negligenciado. Com frequência, Deus nos lembrará de relacionamentos que precisam de atenção. Não demore para ir ao encontro daqueles que ofendemos ou por quem fomos ofendidos e procurar reparar os danos causados.