Bem vindo ao meu espaço

Uma página aberta para a reflexão e restauração da saúde do pastor e de sua familia.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

IMPOTENTES COMO AS CRIANÇAS

Para muitos que se encontram em processo de recuperação, as lembranças da infância não são nada agradáveis. Podem estar cheias de medo porque se sentiam indefesas. Se foram criadas em uma família fora de controle, na qual descuidavam dela, abusavam ou as expunham a violência doméstica e a um comportamento disfuncional, o pensamento de impotência pode ser aterrador. Talvez essas pessoas já tenham até prometido nunca mais serem tão vulneráveis como quando eram crianças.

Jesus nos diz que, para entrar no Reino de Deus, devemos ser como crianças, e isso inclui ser impotente. Ele disse: "- Eu afirmo a vocês que isto é verdade, quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele". (Marcos 10.15).

Em qualquer sociedade, as crianças são os membros mais dependentes. Não têm nenhum poder natural para se autoproteger; não têm meios para garantir que a sua vida seja segura, cômoda e satisfatória. As crianças pequenas são particularmente dependentes do amor, dos cuidados e da proteção de outros nas suas necessidades mais básicas. Elas precisam chorar, mesmo que nem saibam exatamente do que é que necessitam. Precisam confiar sua vida a alguém que é mais poderoso que elas e têm a esperança de que serão ouvidas e cuidadas com amor.

Se queremos nos curar, também temos de admitir que somos completamente impotentes. Isso não significa que temos de nos transformar outra vez em vítimas. Reconhecer a nossa impotência é uma apreciação franca da nossa situação na vida e um passo positivo para a restauração.




APONTANDO O DEDO

"Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque
Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará
com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros".
Mateus 7.1-2 BLH

Certamente que houve momentos nos quais ignoramos os nossos pecados e problemas e apontamos o dedo para alguém. Provavelmente não estamos em sintonia com os nossos assuntos internos porque ainda estamos culpando outros pelas nossas decisões fracassadas. Ou, talvez, evitamos um autoexame e fazemos um inventário moral das pessoas à nossa volta.

Quando Deus pergunta a Adão e a Eva sobre o pecado deles, ambos apontam o dedo um para o outro. "Aí Deus perguntou: - E quem foi que lhe disse que você estava nu? Por acaso você comeu a fruta da árvore que Eu proibi de comer? O homem disse: - A mulher que me deste para ser minha companheira me deu a fruta, e eu comi. Então o Senhor Deus perguntou à mulher: - Por que você fez isso? A mulher respondeu: - A serpente me enganou, e eu comi" (Gênesis 3.11-13).

Culpar os outros como primeira tática de defesa parece ser próprio da natureza humana. Também podemos tentar escapar dos nossos problemas avaliando e criticando os outros. Jesus nos adverte: "Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Hipócrita!! (Mt. 7.3,4).

Lembre-se hoje que sempre é tempo de autoexame. Cuide-se para não culpar ou examinar a vida dos outros. No futuro, haverá oportunidade para ajudar outros, depois que nos tornarmos responsáveis pela nossa própria vida.

O CICLO DO ERRO

Por que será que pessoas inteligentes insistem em cometer erros repetidamente? Por exemplo, um casamento doente acaba em divórcio e é seguido por outro casamento ruim, e outro divórcio. Foi assim com o povo de Israel. Sempre e continuadamente Deus libertava os israelitas dos seus problemas. Por curtos períodos de tempo, o povo manteve a fé firme na adoração à Deus. Mas, em seguida, eram levados a nova falha e queda. A frequência com tais falhas ocorrem por pouco nos leva a pensar que tais padrões são inevitáveis. Não, não são inevitáveis! São resultado de não estar ciente de que a restauração é um processo vitalício e de que necessitamos de ajuda o tempo todo.

Deus não protegeu aquele povo das consequências dolorosas dos seus atos. Ele permitiu que sofressem as consequências para que aprendessem lições valiosas. Enfrentar as consequências de nossos atos se revela parte saudável do processo de cura. Cada vez que os israelitas caíam em si e admitiam sua impotência, teriam sido capazes de quebrar o ciclo. Nós nunca esgotamos os passos iniciais da recuperação. Somos impotentes para lidar com o caos de nossa vida e necessitamos entregar continuamente toda a nossa vida a Deus. 

Chega um tempo em que não dá mais para persistirmos no erro. Esse ciclo precisa ser quebrado já, ou ficamos para trás, não avançaremos! E para agirmos nessa direção não precisamos ser perfeitos. Deus trata com pessoas falhas , humanas e limitadas. Admita a necessidade do Espírito intervir em você, fortalecendo-o (a) para que celebre suas conquistas, quebre o ciclo do erro e segure sua bênção.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ENFRENTANDO AS PERDAS

No processo da dor, enfrentamos a angustiosa realidade de nossas perdas. Isso leva-nos o tempo e uma grande energia emocional. Por isso ser tão difícil, nossa tendência é tentar ignorar o sofrimento. Evitando o difícil processo da dor não há crescimento e nem restabelecimento. Noemi se sentiu angustiada e abandonada por Deus quando morreram seu marido e filhos. Mas ela enfrentou sua perda honestamente e se entregou ao sofrimento. Isso foi um passo importante para a restauração de sua saúde emocional.

O básico escapou da vida de Rute e de Noemi. O caminho mais fácil para Rute seria o de abandonar Noemi em sua pobreza e retornar para a segurança de sua própria família e pátria. Mas Rute confiou no Deus de Israel e escolheu ficar com Noemi. Ambas receberam muito conforto uma da outra. Aqueles que estão sofrendo precisam de alguém que chore com eles e os ajude a carregar a sua dor. Durante tempos difíceis, Deus usa outras pessoas para nos trazer consolação.

É fácil pensar que, se as circunstâncias fossem razoavelmente um pouco melhores, nossa saúde e cura seriam mais fáceis. A prova, porém, para qualquer processo de recuperação é ver quais os resultados que ele produz quando os tempos são maus. O livro de Rute nos fala a respeito de uma família que sofreu severas perdas. Primeiro, faleceu o marido de Noemi; depois seus dois filhos. Uma nova voltou para casa, para a sua família, a outra, porém, ficou nesta situação, aparentemente sem esperanças. Rute não aceitou deixar que os tempos difíceis decidissem o resultado de seu futuro.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

LIDANDO CONTRA A RAIVA

Para muitos de nós, é bastante difícil lutar contra a irritação. Alguns temos um histórico de raiva, e assim tentamos reprimir nossos sentimentos. Já outros ocultamos os sentimentos de coragem, fingindo que não existem, porque, no passado, nunca puderam expressá-los. 

Se alguns de nossos problemas derivam de não sabermos como expressar apropriadamente a nossa irritação, é possível que procuremos não lidar com eles. Talvez seria melhor "deixá-los de lado", com a esperança de que desapareçam. Avaliar como lidar com a irritação de forma adequada é parte importante em nosso caminhar saudável.

O apóstolo Paulo disse: "Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro irados. Não deem ao diabo oportunidade para tentar vocês". (Efésios 4.26-27). Uma saída é estabelecer um tempo limite diário para lutar com a nossa coragem; um tempo para encontrar a maneira de expressar os nossos sentimentos e, então, abandoná-los.

Lutar contra a irritação rapidamente é importante, pois, quando permitimos que amadureça, ela se transforma em amargura. A amargura é a raiva que foi enterrada e teve tempo para crescer. A Bíblia nos adverte: "Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva. Nada de gritarias, insultos e maldades! Pelo contrário, sejam bons e atenciosos uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês". (Efésios 4.31-32).

Os Alcoólicos Anônimos ensinam que nunca devemos chegar ao ponto de estar muito famintos, zangados, sós ou cansados. Poderemos conseguir isso se logo lidarmos com a raiva tão logo apareça.

VERDADE, RECUPERAÇÃO E SAÚDE

A verdade traz cura - Pelo fato de a verdade causar dor, muitas vezes tentamos nos proteger dela. Quando Isaías disse a verdade ao povo de Judá com relação à seus pecados, eles agiram como muitas vezes agirmos: esconderam-se na negação. Recusaram-se admitir que tinham pecado. Fazendo assim, também se recusaram a experimentar o poder curador da verdade. Nosso programa de recuperação somente será eficiente quando nos abrirmos à verdade, independentemente da dor que isso possa causar.

A Negação leva à procura de culpados - Em vez de admitirem seus pecados e reagirem frente aos mesmos, o povo de Judá culpou a Deus pelas terríveis consequências dos mesmos. Se continuamos na negação, também nos tornaremos exímios em encontrar culpados. Se desejamos progredir na recuperação e andar saudável, necessitamos assumir a responsabilidade por nossas ações. As dolorosas circunstâncias que sofremos muitas vezes são consequências diretas das nossas próprias faltas.

É onde entra a oração: Deus não é um capacitador. Como vemos no livro de Isaías, Deus leva muito a sério as nossas ações. Deus faz por nós o que somos incapazes por nós mesmos; mas, então, deixa o restante ao nosso encargo. Isaías disse ao povo que, apesar da iminente destruição, Deus os libertaria do cativeiro babilônico. Deus providenciou os meios, mas o povo devia dar os passos para sair da Babilônia. Quando nossas orações por restauração não são respondidas, pode ter chegado a hora de agirmos. Muitas vezes, somente depois de agirmos em fé é que seremos capazes de ver o que Deus já realizou em nosso favor.


A SAÚDE E O INVENTÁRIO DE NÓS MESMOS

Confissão
Neemias 9.1-3

Façamos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

Ao fazermos nosso inventário moral, provavelmente faremos uma lista de nosso hábitos destrutivos, das nossas falhas de caráter, dos erros cometidos, das consequências de escolhas erradas com as quais convivemos agora e dos danos que causamos a outras pessoas. É semelhante a revirar todo o lixo de nosso passado. Isso é doloroso, mas é procedimento necessário para jogar fora os hábitos e comportamentos deteriorados. Se não lidarmos com eles, certamente arruinarão todo o resto de nossa vida.

Os exilados judeus que retornaram do exílio "confessaram os seus pecados". Essa frase diz muito. A ideia da confissão envolve não apenas assumir os nossos pecados,  mas também inclui sentir verdadeira tristeza por causa dos mesmos. Pecados são ofensas contra Deus, inclusive toda e qualquer transgressão contra a vontade dEle. A sequência natural da verdadeira confissão, após assumirmos nossos pecados e lamentá-los perante Deus, é abandoná-los.

A confissão dos israelitas nos serve de modelo a seguir ao realizarmos nosso inventário moral. Podemos listar as ocasiões em que ocorreram nossas ofensas, nossos hábitos destrutivos e as consequências que causamos em nossa vida e na vida de outros. Então, depois de nos responsabilizarmos por todo o lixo, podemos "jogá-lo na lixeira".

Na sua confissão, os israelitas assumiram, lamentaram e, então, descartaram seus pecados. Após isso, estavam melhor habilitados a fazer um novo começo. Nós podemos "assumir" o lixo em nossa própria vida ao nos responsabilizarmos pessoalmente por escolhas feitas e ações praticadas. Podemos "lamentar" os pecados permitindo-nos chorar. Podemos "descartar" os pecados deixando-os para trás e direcionando-nos para o futuro.