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Uma página aberta para a reflexão e restauração da saúde do pastor e de sua familia.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O CICLO DO ERRO

Por que será que pessoas inteligentes insistem em cometer erros repetidamente? Por exemplo, um casamento doente acaba em divórcio e é seguido por outro casamento ruim, e outro divórcio. Foi assim com o povo de Israel. Sempre e continuadamente Deus libertava os israelitas dos seus problemas. Por curtos períodos de tempo, o povo manteve a fé firme na adoração à Deus. Mas, em seguida, eram levados a nova falha e queda. A frequência com tais falhas ocorrem por pouco nos leva a pensar que tais padrões são inevitáveis. Não, não são inevitáveis! São resultado de não estar ciente de que a restauração é um processo vitalício e de que necessitamos de ajuda o tempo todo.

Deus não protegeu aquele povo das consequências dolorosas dos seus atos. Ele permitiu que sofressem as consequências para que aprendessem lições valiosas. Enfrentar as consequências de nossos atos se revela parte saudável do processo de cura. Cada vez que os israelitas caíam em si e admitiam sua impotência, teriam sido capazes de quebrar o ciclo. Nós nunca esgotamos os passos iniciais da recuperação. Somos impotentes para lidar com o caos de nossa vida e necessitamos entregar continuamente toda a nossa vida a Deus. 

Chega um tempo em que não dá mais para persistirmos no erro. Esse ciclo precisa ser quebrado já, ou ficamos para trás, não avançaremos! E para agirmos nessa direção não precisamos ser perfeitos. Deus trata com pessoas falhas , humanas e limitadas. Admita a necessidade do Espírito intervir em você, fortalecendo-o (a) para que celebre suas conquistas, quebre o ciclo do erro e segure sua bênção.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ENFRENTANDO AS PERDAS

No processo da dor, enfrentamos a angustiosa realidade de nossas perdas. Isso leva-nos o tempo e uma grande energia emocional. Por isso ser tão difícil, nossa tendência é tentar ignorar o sofrimento. Evitando o difícil processo da dor não há crescimento e nem restabelecimento. Noemi se sentiu angustiada e abandonada por Deus quando morreram seu marido e filhos. Mas ela enfrentou sua perda honestamente e se entregou ao sofrimento. Isso foi um passo importante para a restauração de sua saúde emocional.

O básico escapou da vida de Rute e de Noemi. O caminho mais fácil para Rute seria o de abandonar Noemi em sua pobreza e retornar para a segurança de sua própria família e pátria. Mas Rute confiou no Deus de Israel e escolheu ficar com Noemi. Ambas receberam muito conforto uma da outra. Aqueles que estão sofrendo precisam de alguém que chore com eles e os ajude a carregar a sua dor. Durante tempos difíceis, Deus usa outras pessoas para nos trazer consolação.

É fácil pensar que, se as circunstâncias fossem razoavelmente um pouco melhores, nossa saúde e cura seriam mais fáceis. A prova, porém, para qualquer processo de recuperação é ver quais os resultados que ele produz quando os tempos são maus. O livro de Rute nos fala a respeito de uma família que sofreu severas perdas. Primeiro, faleceu o marido de Noemi; depois seus dois filhos. Uma nova voltou para casa, para a sua família, a outra, porém, ficou nesta situação, aparentemente sem esperanças. Rute não aceitou deixar que os tempos difíceis decidissem o resultado de seu futuro.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

LIDANDO CONTRA A RAIVA

Para muitos de nós, é bastante difícil lutar contra a irritação. Alguns temos um histórico de raiva, e assim tentamos reprimir nossos sentimentos. Já outros ocultamos os sentimentos de coragem, fingindo que não existem, porque, no passado, nunca puderam expressá-los. 

Se alguns de nossos problemas derivam de não sabermos como expressar apropriadamente a nossa irritação, é possível que procuremos não lidar com eles. Talvez seria melhor "deixá-los de lado", com a esperança de que desapareçam. Avaliar como lidar com a irritação de forma adequada é parte importante em nosso caminhar saudável.

O apóstolo Paulo disse: "Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro irados. Não deem ao diabo oportunidade para tentar vocês". (Efésios 4.26-27). Uma saída é estabelecer um tempo limite diário para lutar com a nossa coragem; um tempo para encontrar a maneira de expressar os nossos sentimentos e, então, abandoná-los.

Lutar contra a irritação rapidamente é importante, pois, quando permitimos que amadureça, ela se transforma em amargura. A amargura é a raiva que foi enterrada e teve tempo para crescer. A Bíblia nos adverte: "Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva. Nada de gritarias, insultos e maldades! Pelo contrário, sejam bons e atenciosos uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês". (Efésios 4.31-32).

Os Alcoólicos Anônimos ensinam que nunca devemos chegar ao ponto de estar muito famintos, zangados, sós ou cansados. Poderemos conseguir isso se logo lidarmos com a raiva tão logo apareça.

VERDADE, RECUPERAÇÃO E SAÚDE

A verdade traz cura - Pelo fato de a verdade causar dor, muitas vezes tentamos nos proteger dela. Quando Isaías disse a verdade ao povo de Judá com relação à seus pecados, eles agiram como muitas vezes agirmos: esconderam-se na negação. Recusaram-se admitir que tinham pecado. Fazendo assim, também se recusaram a experimentar o poder curador da verdade. Nosso programa de recuperação somente será eficiente quando nos abrirmos à verdade, independentemente da dor que isso possa causar.

A Negação leva à procura de culpados - Em vez de admitirem seus pecados e reagirem frente aos mesmos, o povo de Judá culpou a Deus pelas terríveis consequências dos mesmos. Se continuamos na negação, também nos tornaremos exímios em encontrar culpados. Se desejamos progredir na recuperação e andar saudável, necessitamos assumir a responsabilidade por nossas ações. As dolorosas circunstâncias que sofremos muitas vezes são consequências diretas das nossas próprias faltas.

É onde entra a oração: Deus não é um capacitador. Como vemos no livro de Isaías, Deus leva muito a sério as nossas ações. Deus faz por nós o que somos incapazes por nós mesmos; mas, então, deixa o restante ao nosso encargo. Isaías disse ao povo que, apesar da iminente destruição, Deus os libertaria do cativeiro babilônico. Deus providenciou os meios, mas o povo devia dar os passos para sair da Babilônia. Quando nossas orações por restauração não são respondidas, pode ter chegado a hora de agirmos. Muitas vezes, somente depois de agirmos em fé é que seremos capazes de ver o que Deus já realizou em nosso favor.


A SAÚDE E O INVENTÁRIO DE NÓS MESMOS

Confissão
Neemias 9.1-3

Façamos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

Ao fazermos nosso inventário moral, provavelmente faremos uma lista de nosso hábitos destrutivos, das nossas falhas de caráter, dos erros cometidos, das consequências de escolhas erradas com as quais convivemos agora e dos danos que causamos a outras pessoas. É semelhante a revirar todo o lixo de nosso passado. Isso é doloroso, mas é procedimento necessário para jogar fora os hábitos e comportamentos deteriorados. Se não lidarmos com eles, certamente arruinarão todo o resto de nossa vida.

Os exilados judeus que retornaram do exílio "confessaram os seus pecados". Essa frase diz muito. A ideia da confissão envolve não apenas assumir os nossos pecados,  mas também inclui sentir verdadeira tristeza por causa dos mesmos. Pecados são ofensas contra Deus, inclusive toda e qualquer transgressão contra a vontade dEle. A sequência natural da verdadeira confissão, após assumirmos nossos pecados e lamentá-los perante Deus, é abandoná-los.

A confissão dos israelitas nos serve de modelo a seguir ao realizarmos nosso inventário moral. Podemos listar as ocasiões em que ocorreram nossas ofensas, nossos hábitos destrutivos e as consequências que causamos em nossa vida e na vida de outros. Então, depois de nos responsabilizarmos por todo o lixo, podemos "jogá-lo na lixeira".

Na sua confissão, os israelitas assumiram, lamentaram e, então, descartaram seus pecados. Após isso, estavam melhor habilitados a fazer um novo começo. Nós podemos "assumir" o lixo em nossa própria vida ao nos responsabilizarmos pessoalmente por escolhas feitas e ações praticadas. Podemos "lamentar" os pecados permitindo-nos chorar. Podemos "descartar" os pecados deixando-os para trás e direcionando-nos para o futuro.

terça-feira, 1 de maio de 2012

CARECEMOS DE UMA VISÃO SADIA DE COMUNIDADE

No estudo desta semana com nossa célula protótipo, estudamos sobre "Uma Família(Igreja) Compartilhando Sem Medo". Compartilhar é verbo transitivo que se define por 'ter' ou 'tomar parte' em, ou na vida do outro - 'participar' da história do outro - 'Fazer parte das desgraças alheias'. 

Reproduzo aqui uma publicação da Igreja Comunitária Willow Creek. Texto de 1993 que definiu-se para toda a igreja a realidade de compartilhamento e o conceito prático de Comunidade:

"Reconhecemos que todos nós somos pessoas feridas. Não chegamos aqui para colocar uma máscara e dizer: "- Tudo vai bem!" Uma comunidade genuína é aquela em que as pessoas podem ser vulneráveis. Como uma reunião do Alcoólicos Anônimos, podemos dizer: "-Sou um pecador e tenho estes problemas e estas feridas". Então ocorre comunidade verdadeira, em vez de construirmos uma fachada. Queremos ser um local de autenticidade, onde confissão mútua é um elemento mais do que bem-vindo! Aqui somos distintos, mas não exclusivos...Nossos mestres não se apresentam como pessoas perfeitas. Eles também praticam essa vulnerabilidade; caso contrário não sobreviveriam.
Tornar-se cristão é apenas o primeiro passo. A vida é um trabalho interminável de lidar com as cicatrizes do nosso passado e continuar clamando para sermos pessoas sadias. Em segundo lugar, aprendemos que somos todos ministros juntos, auxiliando uns aos outros a descobrir e usar os dons que Deus nos deu...Comunidade nasce da interdependência. Não podemos cumprir o plano de Deus sem os outros". 

Não precisamos rever nosso conceito de Comunidade? O próprio Senhor Jesus viveu compartilhamento sem medo em sua jornada aqui na terra. Em tempo de terrível angústia, reuniu três dos seus discípulos mais íntimos e 'abriu o coração' dizendo-lhes: "Minha alma está cheia de pavor e tristeza, a ponto de morrer, fiquem acordados comigo" (Mt.26.38 - Bíblia Viva). 

Comunidade já!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

MORIÁ

Qual é o servo de Deus que nunca viveu uma dúvida? Que nunca se achou sem respostas e que nunca pensou ou clamou para que fosse mostrado a direção? Ficamos 'cegos' por diversos fatores, o cansaço, a tradição, a ansiedade, a tendência pecaminosa, o ódio e por aí vai... A questão é que nós, vez por outra, precisamos que nos mostrem as respostas, o caminho, a saída, a direção, enfim. Deus é especialista em nos fazer ver o que ainda está oculto para nós.
Agar estava prestes a morrer de sede junto ao seu filho no deserto. Deus então lhe mostrou um poço (Gn.21). Moisés vivia consumido e desgastado no ministério porque insistia em controlar tudo, não dividindo a vocação com ninguém. Precisava que alguém lhe mostrasse um ministério compartilhado. Deus então envia Jetro (Ex.18). O caso mais conhecido é mesmo o de Abraão. Em obediência ao Senhor, levou seu filho único ao sacrifício no topo de um monte chamado Moriá. Chegou a levantar o punhal para sacrificá-lo, quando Deus lhe mostrou um cordeiro em substituição ao seu filho. Moriá significa "O que Deus mostra". Deus é Deus que se revela e abre para nós seus segredos, que ainda estão ocultos. Ele disse por meio do apóstolo Paulo: "E Eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente"(1 Cor 12.31). Que legal! Nosso Pai quer nos mostrar os caminhos. Seja sincero: Você consegue perceber o que o Espírito quer te mostrar?
Quero compartilhar com você que, não é tão simples assim ver o que Deus quer te mostrar. Abraão precisou de pelo menos, três qualidades para ver, em Moriá, o que Deus queria lhe mostrar:
Primeiro: Tempo sozinho com Deus - Deus chama Abraão para um monte, que significava em toda a escritura, Oração. Sem um relacionamento intimo e constante com Deus fica inviável que o Senhor nos mostre suas maravilhas. Isso é confirmado em Jer.33.3.
Segundo: Desenvolver um coração paciente - O assunto em questão era Isaque. Ele estava para ser sacrificado no monte. Ele foi prometido a Abraão e Sara há muitos anos antes. Crê-se que, levou mais de vinte anos para que Isaque fosse tomado nos braços do casal. Gente afobada, precipitada, dificilmente enxerga as maravilhas de Deus. Costumam tomar à frente de Deus.
Terceiro: Exercício da obediência - Deus pediu o seu único filho em sacrifício, que demorou anos para ser realidade. Ele não pensou duas vezes, obedeceu cegamente a palavra do Senhor. Obedientes não questionam, só obedecem, ainda que não entendam os por quês! 
Desenvolva hoje mesmo um ambiente de MORIÁ, porque Deus te mostrará a Sua Glória e muitas coisas maravilhosas mais!

Graça e paz!
Silvio Duque
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