Bem vindo ao meu espaço

Uma página aberta para a reflexão e restauração da saúde do pastor e de sua familia.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A SAÚDE E O INVENTÁRIO DE NÓS MESMOS

Confissão
Neemias 9.1-3

Façamos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

Ao fazermos nosso inventário moral, provavelmente faremos uma lista de nosso hábitos destrutivos, das nossas falhas de caráter, dos erros cometidos, das consequências de escolhas erradas com as quais convivemos agora e dos danos que causamos a outras pessoas. É semelhante a revirar todo o lixo de nosso passado. Isso é doloroso, mas é procedimento necessário para jogar fora os hábitos e comportamentos deteriorados. Se não lidarmos com eles, certamente arruinarão todo o resto de nossa vida.

Os exilados judeus que retornaram do exílio "confessaram os seus pecados". Essa frase diz muito. A ideia da confissão envolve não apenas assumir os nossos pecados,  mas também inclui sentir verdadeira tristeza por causa dos mesmos. Pecados são ofensas contra Deus, inclusive toda e qualquer transgressão contra a vontade dEle. A sequência natural da verdadeira confissão, após assumirmos nossos pecados e lamentá-los perante Deus, é abandoná-los.

A confissão dos israelitas nos serve de modelo a seguir ao realizarmos nosso inventário moral. Podemos listar as ocasiões em que ocorreram nossas ofensas, nossos hábitos destrutivos e as consequências que causamos em nossa vida e na vida de outros. Então, depois de nos responsabilizarmos por todo o lixo, podemos "jogá-lo na lixeira".

Na sua confissão, os israelitas assumiram, lamentaram e, então, descartaram seus pecados. Após isso, estavam melhor habilitados a fazer um novo começo. Nós podemos "assumir" o lixo em nossa própria vida ao nos responsabilizarmos pessoalmente por escolhas feitas e ações praticadas. Podemos "lamentar" os pecados permitindo-nos chorar. Podemos "descartar" os pecados deixando-os para trás e direcionando-nos para o futuro.

terça-feira, 1 de maio de 2012

CARECEMOS DE UMA VISÃO SADIA DE COMUNIDADE

No estudo desta semana com nossa célula protótipo, estudamos sobre "Uma Família(Igreja) Compartilhando Sem Medo". Compartilhar é verbo transitivo que se define por 'ter' ou 'tomar parte' em, ou na vida do outro - 'participar' da história do outro - 'Fazer parte das desgraças alheias'. 

Reproduzo aqui uma publicação da Igreja Comunitária Willow Creek. Texto de 1993 que definiu-se para toda a igreja a realidade de compartilhamento e o conceito prático de Comunidade:

"Reconhecemos que todos nós somos pessoas feridas. Não chegamos aqui para colocar uma máscara e dizer: "- Tudo vai bem!" Uma comunidade genuína é aquela em que as pessoas podem ser vulneráveis. Como uma reunião do Alcoólicos Anônimos, podemos dizer: "-Sou um pecador e tenho estes problemas e estas feridas". Então ocorre comunidade verdadeira, em vez de construirmos uma fachada. Queremos ser um local de autenticidade, onde confissão mútua é um elemento mais do que bem-vindo! Aqui somos distintos, mas não exclusivos...Nossos mestres não se apresentam como pessoas perfeitas. Eles também praticam essa vulnerabilidade; caso contrário não sobreviveriam.
Tornar-se cristão é apenas o primeiro passo. A vida é um trabalho interminável de lidar com as cicatrizes do nosso passado e continuar clamando para sermos pessoas sadias. Em segundo lugar, aprendemos que somos todos ministros juntos, auxiliando uns aos outros a descobrir e usar os dons que Deus nos deu...Comunidade nasce da interdependência. Não podemos cumprir o plano de Deus sem os outros". 

Não precisamos rever nosso conceito de Comunidade? O próprio Senhor Jesus viveu compartilhamento sem medo em sua jornada aqui na terra. Em tempo de terrível angústia, reuniu três dos seus discípulos mais íntimos e 'abriu o coração' dizendo-lhes: "Minha alma está cheia de pavor e tristeza, a ponto de morrer, fiquem acordados comigo" (Mt.26.38 - Bíblia Viva). 

Comunidade já!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

MORIÁ

Qual é o servo de Deus que nunca viveu uma dúvida? Que nunca se achou sem respostas e que nunca pensou ou clamou para que fosse mostrado a direção? Ficamos 'cegos' por diversos fatores, o cansaço, a tradição, a ansiedade, a tendência pecaminosa, o ódio e por aí vai... A questão é que nós, vez por outra, precisamos que nos mostrem as respostas, o caminho, a saída, a direção, enfim. Deus é especialista em nos fazer ver o que ainda está oculto para nós.
Agar estava prestes a morrer de sede junto ao seu filho no deserto. Deus então lhe mostrou um poço (Gn.21). Moisés vivia consumido e desgastado no ministério porque insistia em controlar tudo, não dividindo a vocação com ninguém. Precisava que alguém lhe mostrasse um ministério compartilhado. Deus então envia Jetro (Ex.18). O caso mais conhecido é mesmo o de Abraão. Em obediência ao Senhor, levou seu filho único ao sacrifício no topo de um monte chamado Moriá. Chegou a levantar o punhal para sacrificá-lo, quando Deus lhe mostrou um cordeiro em substituição ao seu filho. Moriá significa "O que Deus mostra". Deus é Deus que se revela e abre para nós seus segredos, que ainda estão ocultos. Ele disse por meio do apóstolo Paulo: "E Eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente"(1 Cor 12.31). Que legal! Nosso Pai quer nos mostrar os caminhos. Seja sincero: Você consegue perceber o que o Espírito quer te mostrar?
Quero compartilhar com você que, não é tão simples assim ver o que Deus quer te mostrar. Abraão precisou de pelo menos, três qualidades para ver, em Moriá, o que Deus queria lhe mostrar:
Primeiro: Tempo sozinho com Deus - Deus chama Abraão para um monte, que significava em toda a escritura, Oração. Sem um relacionamento intimo e constante com Deus fica inviável que o Senhor nos mostre suas maravilhas. Isso é confirmado em Jer.33.3.
Segundo: Desenvolver um coração paciente - O assunto em questão era Isaque. Ele estava para ser sacrificado no monte. Ele foi prometido a Abraão e Sara há muitos anos antes. Crê-se que, levou mais de vinte anos para que Isaque fosse tomado nos braços do casal. Gente afobada, precipitada, dificilmente enxerga as maravilhas de Deus. Costumam tomar à frente de Deus.
Terceiro: Exercício da obediência - Deus pediu o seu único filho em sacrifício, que demorou anos para ser realidade. Ele não pensou duas vezes, obedeceu cegamente a palavra do Senhor. Obedientes não questionam, só obedecem, ainda que não entendam os por quês! 
Desenvolva hoje mesmo um ambiente de MORIÁ, porque Deus te mostrará a Sua Glória e muitas coisas maravilhosas mais!

Graça e paz!
Silvio Duque
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quarta-feira, 28 de março de 2012

CARNES, PEIXES, CEBOLAS...OU MANJAR ESPIRITUAL?

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Números 11.4-5 e 1 Corintios 10.1-4 

Chego a ficar "Estarrecido" ao analisar a consciência 'carnal' da nação israelita após serem libertados da escravidão egípcia. Lá eram maltratados, explorados, abusados e oprimidos de tal forma a não conseguirem suportar. Sufoco total. Faraó e sua corja usavam de astúcia, os afligiam, exerciam tirania, tornava a vida deles mais amarga possível, e ainda promoveram a matança de seus recém nascido. Só não foram bem sucedidos nessa última empreitada porque as parteiras temeram a Deus (Êxodo 1.8-22). 

Aquela geração tinha forte tendência ao comodismo. "Não importa se nos escraviza, desde que nos deem de comer" (Pensavam). Ô gente tolida e tardia para crer que Deus tinha algo muito melhor para eles. Tinham saudade das Carnes, dos peixes e dos alhos do Egito. Pode? Livres, reclamavam e desejavam o tempo de escravidão. Gente ingrata, que resiste a reconhecer o esforço feito para libertá-los, tanto divino, quanto do próprio Moisés.

Tenho uma leve sensação de termos em nossos dias uma geração semelhante. Povo de Deus muito pouco espiritual ao ponto de não aceitar (Do jargão de alguns: "Eu não aceito, Senhor!) "Comer feijão, arroz e ovo" (Conjectura minha) mas, na presença de Deus. Assim como Daniel, que preferiu legumes. Aquela geração preferia ter certo conforto, status e luxo, porém, sob controle e jugo do inimigo. Aceitar a viver pela fé, com a provisão diária (que vinha do céu) estava fora de cogitação. 

Assim, muitos hoje vão reclamando do "pouco" que achamos que Deus nos dá; murmura-se porque os que não servem a Deus têm uma vida muito melhor. (Materialmente falando, é lógico!). Foram levados ao deserto, o que muitos filhos de Deus não entendem, viver tempos de escassez para 'tentar' aprender a conhecer e se relacionar com o DEUS que os libertou. Não entendiam esse estágio, por isso desejaram coisas más (1 Cor. 10). O estômago e a cobiça falavam mais alto que o temor do Senhor.

Paulo resume a jornada do êxodo dos israelitas e confronta a carnalidade dos hebreus com a Espiritualidade proposta pelo Senhor. O apóstolo refere-se a "Manjar Espiritual", A Pedra (Cristo) que ia com eles. Meu Deus, como é possível ignorar a companhia do Espírito desse jeito na jornada? Só lembravam das "carnes do Egito". No fundo faz sentido, para o carnal desprezar a graça e o amor de Deus por qualquer porcaria.

Cuidado com o banquete que os reis da terra te oferecem. Atenção para não sentir saudade e desejos do tempo de escravidão do pecado - Tudo é vão e acaba na próxima digestão; no entanto, o Manjar Espiritual nos sacia eternamente. Viva bem, viva mais, tenha uma dieta espiritual.

Pr. Silvio Duque
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

REFLEXÕES EM ITAIPUAÇU - Parte 3

Com que asas você voa?

Evidentemente trata-se de uma metáfora para nos ajudar a entender o que e como nos movemos em nossa caminhada de vida. Usaremos o texto de  Salmo 55 para falar das dificuldades e das profundas tristezas vivenciadas por todos nós. E como reagimos ante as adversidades da vida.

Davi compõe este cântico didático e realista quanto ao desgaste na jornada, principalmente em meio a conflitos pessoais e relacionamentos conturbados. Concordamos que quase 80% dos nossos problemas são creditados a relacionamentos feridos e mágos com outras pessoas. Era o caso de Davi aqui.

Nesse desgaste, fica evidente os sinais de ansiedade apresentados por Davi, e que muito é diagnosticado em consultórios de psicologia e psiquiatria,e até mesmo em salas de aconselhamento pastoral. A ansiedade gerada pelo desgaste num relacionamento ferido são:

a. A sensação da ausência de Deus (v.1).
b. Perturbação no dia a dia (v.2b).
c. Tendêndia de encontrar um culpado por sua dor (v.3)
d. Aceleraçao cardíaca (v.4).
e. Medo (v.5).
f.  Sensação de morte (v.4)

Chega uma hora que a nossa vontade é dar um basta e fugir para bem longe de tudo e de todos que esboçem qualquer vínculo com esses sintomas e problemas em que vivemos. Tendemos a desejar 'sumir' e refugiar-se bem distante, onde ninguém nos conheça e vivermos uma outra vida, crendo (erroneamente) que os problemas vão desaparecer. Em sua humanidade, o rei desejou isso (v.6,7)

"Então, eu disse: Quem dera eu ter asas como de pomba! Voaria e acharia pouso. Fugiria para longe e ficaria no deserto". 

Davi e nós nos comparamos a pombas, ou seja, ariscas a qualquer reflexo ou gesto brusco. Voam ou fogem ao primeiro sinal de ameça. É assim que nos portamos em muitas situações de afronta e medo. Fugir, escapar, encontrar alívio, refúgio, sozinho, isolado...no deserto.

Mas Deus não nos deu asas de pomba, essa ave serve de exemplo em outras circunstâncias, não em relação ao seu vôo. Deus nos deu asas de ÁGUIA. Isaías 40.  Nos ajuda com estrutura óssea bem resistente para voar em direção à tempestade; não fugindo dela. Nos dando visão privilegiada para resolver os confligos e não recuar diante deles.

Com que asas você voa? A sensação de ausência de Deus não prova que você esteja sozinho, nem a perturbação, nem o medo ou sensação de morte. O Senhor não te deixa só, e quer trabalhar suas resistências espirituais e emocionais, a fim de confrontar com sabedoria as adversidades, superando os confligos em seus relacionamentos, sem covardia, encarando como água.

Paz.
Silvio Duque

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

REFLEXÕES EM ITAIPUAÇU - Parte 2

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Tempo de Cura

Na manhã do dia 19 sentamos novamente diante do Senhor e tratamos de cura. Adoramos com cânticos, oramos e meditamos nesse rico texto que aborda a vida de Naamã. Nos abençoou e tocou profundamente, e espero que te ajude também.

2 Reis 5.1-19


Naamã era um homem vitorioso, conceituado como general sírio, com fortes vínculos com o rei de Damasco, contava tambem com admiração de sua tropa e de sua casa. Foi chamado de herói de guerra (v.1). Porém, debaixo de sua farda, repleta de medalhas e condecorações, escondia uma ‘lepra’. Possivelmente, camuflava o máximo que podia. Mas convivia com esse incômodo, 'A lepra'.Isso nos dá base para pensar que, nós também podemos ter algo que procuramos esconder das pessoas, sempre deixando à mostra o nosso 'lado bom'. No fundo da alma sabemos, que temos algo a curar em nós, que até passou do tempo de tratarmos dessa situação íntima que nos inquieta e perturba.
Como Naamã, temos questões a tratar, defeitos a esconder e precisamos urgente de transformação.
Naamã sai de sua terra (Assíria), vai as terras de Israel, passa por um processo ‘doloroso’ de cura , de libertação; é transformado por um Deus amoroso, e retorna para seu país curado.

O que aprendemos ? Quais lições importantes tiramos para nós?

1 -  Reconhecer nosso estado

Por mais que não gostasse de seu estado, Naamã tinha de reconhecer que era leproso. Precisava assumir para si mesmo que tinha que buscar mudança , cura! Dificilmente uma pessoa que não reconheça suas fraquezas e falhas, conseguirá vencê-las e libertar-se delas. Não só ver-se como pecadora, mas ter noção de quais pecados costuma cometer. Tratando-se de erros,  não podemos confessá-los no atacado, mas no varejo.  Uma pessoa para entrar no AA precisa assumir ser alcoólatra, um dependente de drogas para ser internado precisa aceitar que é viciado, e decidir internar-se.Naamã só foi para as terras de Israel buscar sua mudança, porque primeiro assumiu que era leproso e queria mudar. Querer mudar e ter atitudes para mudança é outra grande necessidade.

2 – Reconhecer que precisamos das Pessoas

Infelizmente, o diabo, usa pessoas para nos ferir, adoecer (então passamos a desconfiar de todos) -  mas Deus também usa pessoas para nos curar! Naamã contou com um grupo de pessoas que estavam ao seu redor. Todas fizeram parte de seu processo de restauração.  Uma menina escrava que ajudava sua esposa (v.2) -  A esposa que contou sobre o que a menina dissera -  O rei da Síria (o ajudou com a diplomacia etc. -  O profeta Eliseu (v.10) - Os oficiais de Naamã com sábios conselhos (v.13)

Pessoas são ferramentas para nossa transformação. São ‘chaves’ que Deus usa para nos abrir portas. As pessoas ‘aparentemente mais humildes ou simples (escrava, criança) podem ser canais de um grande agir de Deus em nossa vida.


3 - Submeter-se a Deus (v.10)

Naamã mostra uma ponta de orgulho e falta de humildade ao chegar em Israel e se encontrar com o profeta. Pensou que seria recebido com festa, que todos se inclinariam diante dele etc. Eliseu sequer o recebeu, e mandou que mergulhasse sete vezes no rio Jordão. Ele começa a ficar indignado (11) porque as coisas não aconteciam do jeito dele. Indignado começou a esbravejar e a murmurar, reclamando de tudo. Queria tanto as coisas do jeito dele que não reconhecia o jeito de Deus agir. Imagine curar um homem daquele sem antes tratar o seu ego, sua falta de humildade? Por mais acostumado a ‘dar ordens’ aos outros, agora precisava receber ordens de alguém. O processo de humilhação e quebrantamento acontece antes da cura; ou talvez ele mesmo seja a cura. Não acontece como você quer, mas como Deus determina.Nos enganamos quando confiamos em nossos métodos . Somos previsíveis e achamos que Deus também o é. Naamã conjecturou sua recuperação de uma forma, mas Deus tinha um jeito diferente de agir, totalmente novo e exclusivo para ele.


4 - Aprender a ouvir conselhos (v.13)

Deus nos deu uma boca e dois ouvidos por uma razão muito lógica, você não acha? Quem fala demais corre um grande risco: deslizar nas próprias palavras. Pensar antes de falar deve ser visto por nós como sinal de sabedoria. Naamã resmungava sem parar, reclamando da atitude do profeta e quase volta para sua terra ainda doente. Se não tivesse parado para ouvir os conselhos de seus subordinados (oficiais). Se conselhos fossem bons, não se davam, vendiam. Este é o lema do mundo. Mas para nós, não! A Bíblia ensina em Prov. 15.22: “Onde não há conselhos fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito”. Os conselhos dos oficiais de Naamã mudaram o rumo de sua vida. Os conselhos podem nos abençoar. Buscar conselhos dos sábios é sinal de aprendizado, humildade e sabedoria. As pessoas estão de fora podem ver melhor a situação em que nos encontramos. (Conselhos de Jetro).


5 - Ter experiência com o Deus que nos transforma (Deus quer mais se revelar do que nos curar) (v.17-19)

A nossa transformação é importante, mas não é tudo. Restaurar-se sem conhecer um pouco mais o Senhor é inútil. Naamã seria curado, restaurado e retornaria para a Assíria sem uma experiência com Deus. Seria curado pelo profeta e tudo seria muito cômodo, mas Deus usou todo aquele processo para se revelar a Naamã. Os versos finais do texto mostram que ele saiu de Israel totalmente convertido ao Senhor.  Os propósitos de Deus para Naamã eram maiores do que ele mesmo pensava. Naamã agora voltava para o seu povo, crendo no Deus verdadeiro e único. E semearia lá a experiência que teve com o Senhor.

Naamã cresceu no relacionamento e experiência com Deus assim como Jó.

Concluindo:

Ø  Reconheça seu estado
Ø  Busque ajuda das pessoas, sozinho você não consegue
Ø  Submeta-se a Deus, pare de querer fazer sempre do seu jeito
Ø  Submeta-se aos conselhos dos mais sábios
Ø  Mergulhe numa profunda experiência com o Senhor

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

REFLEXÕES EM ITAIPUAÇU - PARTE 1


Contando com a generosidade de meu amigo e pastor Everaldo Júnior, que nos emprestou sua casa em Itaipuaçu nesse período de carnaval, formamos um grupo especial de onze pessoas e, todas as manhãs nos colocávamos em adoração diante do Senhor, com orações, cânticos e reflexões bíblicas. Evidentemente o Senhor também nos falava enquanto brincávamos, tomávamos banho de mar, batiamos papo na areia, deitávamos nas redes para sorrir, soltávamos pipa, catávamos tatuí e trocar experiências.

Na manhã do dia dezoito, foi trabalhado o texto de Efésios 4.22-24.
Perceberam as três ênfases desses versículos? Vos despojeis do velho homem, Vos renoveis no espírito e Vos revistais do novo homem
Todos nós nascemos com uma natureza pecaminosa (pecadores). A Bíblia afirma isso em Salmo 51.5 :”Eu nasci na iniqüidade e em pecado minha mãe me gerou”.A ênfase do chamado Velho  Homem é a vida carnal e os desejos pecaminosos.
Ao nascer de novo (no arrependimento) em Cristo; (João 3) passamos por uma transformação na mente, e recebemos uma nova natureza, a espiritual. As duas naturezas agora, convivem conosco. Não acontece num toque de mágica, de um dia para o outro, passarmos a viver certinhos. Ainda mais depois de uma vida inteira adaptada ao pecado.
O próprio apóstolo Paulo conviveu com o conflito das duas naturezas trabalhando em sua vida (Romanos 7.15-25). Paulo então vai falar sobre essa ‘Guerra interior’ que se trava em nós.
Recapitulando:

ü Velho homem em mim (v.22)

ü Eu me renovando espiritualmente (v.23)

ü O Novo homem em mim (v.24)

1 – O Velho homem querendo agir em minha vida (v.22).

Levanta a questão da tendência pecaminosa continuar atuando em nós. Se essa  natureza prevalecer o que produzirá em nossas vidas?
v Mentira (25) - Ira (26) - Furto (28) – Furtar é ação egoísta, leva a pessoa a pensar só nela mesma.

v Palavras que machucam (29) “palavrão”. - Amargura (31) – Ressentimento , Falta de perdão.

v Cólera (31) - Gritaria (31) - Malícia (31) - maldade. 
v Por que tudo isso acontece? Porque a natureza carnal e pecaminosa assume o controle de nossa vida. Infelizmente o diabo ganha espaço (v.27), nos engana (22) e nos jogando contra as pessoas (geralmente aquelas que mais amamos).
Em contrapartida, o Espírito Santo (Deus) é entristecido. (30). E nós também perdemos parte da alegria quando essas coisas acontecem. O que fazer dessas coisas em nossas vidas? (22) despojar (arrancar, extrair).

Só lidando abertamente com essas questões é que podemos ir para a segunda etapa, Não há meio de renovar-se espiritualmente ou querer ser espiritual, mantendo a natureza pecaminosa ativa e desenfreada em nosso viver. É necessário confrontá-la e subjugá-la em Cristo.

2 – Nos renovando espiritualmente (23)

Dar ênfase a vida espiritual, ao relacionamento com Deus. Desprender-se de coisas, materiais.Orienta-nos a dedicar devida atenção à vida interior. Porém: Será inútil dedicar-se à oração, freqüentar cultos, seguir regras religiosas, ler Bíblia etc.; se não levarmos a Deus as questões da velha natureza.

Gordon Mac Donald alerta:

“Aquele cuja vida interior se achar convulsionada por compulsões não resolvidas, não conseguirá escutar a voz do Senhor a chamá-lo”.

Geralmente ‘fugimos’ de falar e mexer em questões que levantem nossos próprios erros. Na maiora das vezes não gostamos de ser corrigidos, criticados. Nem mesmo buscarmos ajuda, compartilharmos pecados com alguém em quem confiamos. (Tg.5.16). “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados”
Interessante notar que, se queres perdão, confesse a Deus seus pecados (1 João 1.9); mas se queres também 'Cura', confesse-o a alguém (Tg. 5.16).

Para renovar-se espiritualmente é necessário encarar de frente a antiga natureza. E subjugá-la no poder de Deus.



3 – O Novo homem em mim

Agora eu posso vestir-me do novo, pois já me despojei do velho(22). Não posso usar duas peças de roupas ao mesmo tempo, uma por cima da outra. Quando estou em público, visto roupa nova; mas na privacidade continuo usando armas da antiga natureza, do homem velho.

Geralmente, tratamos mal as pessoas que mais amamos. Por que? O novo homem representa a natureza que Cristo trouxe a nós (Gal.2.20) “Já estou crucificado com Cristo, logo, na não sou em quem vive, mas Cristo vive em mim...”

Quando atentamos a vida espiritual, Cristo tem domínio sobre nós, porque nós mesmos já morremos... O próprio Paulo declarou em 2 Corintios 5.17: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura, as coisas velhas já passaram; eis que se fizeram novas”.



v E o que essa natureza nova produz em nós?

v A verdade (24 e 25) - Controle sobre a ira (26) - Cristo ocupa todos os espaços, não sobrando lugar para o diabo. Deus se alegra, você se alegra também!  

v Trabalhamos e nos esforçamos para servir e ajudar o próximo (28). Vencemos o egoísmo (furto).

v Usamos palavras para abençoar (edificar=levantar, fazer o outro crescer) (26).

v Benignidade (32) - Coração compassivo (32) - Perdão (32) - Seguimos o amor (15)

Concluindo:

O que podemos fazer?

v Ter Jesus como exemplo de Homem perfeito (2) Com humildade e mansidão – Mt. 11.29

ü Com longanimidade (2) – “Demorar a estourar”, “pavio longo”.

ü Suportando os outros por meio do amor (2)

ü Esforçar-se muito para isso (3) exige sacrifício, mudança pessoal.