Recentemente morreram John Stott e Amy Winehouse. Stott morreu aos 90 anos. Amy morreu aos 27. Stott morreu de complicações decorrentes da idade. Amy morreu de “causas desconhecidas”, mas, ao que tudo indica ocasionada por uma overdose.
Stott morreu em casa ouvindo “O Messias” de Handel e cercado por amigos que se revezavam na leitura de textos bíblicos. Amy morreu em casa. Sozinha.
Stott escreveu dezenas de livros de conteúdo cristão que se tornaram luzeiros para a fé de milhões de cristãos em todo o mundo. Obras como “Crêr é também pensar”, “A cruz de Cristo”, "Ouça o Espírito, ouça o Mundo" e diversas outras obras. Ao lado de Billy Graham fundou o Movimento Internacional de Evangelização Mundial Lausanne. Dedicou sua vida ao treinamento e ao ensino de milhões de líderes nas regiões mais carentes de treinamento teológico do mundo, dentre elas, a América-Latina. Amy se tornou conhecida por sua melodiosa voz que cantava letras que evocavam tristeza, desespero e solidão. Ela enterrou o seu próprio coração em uma das suas canções.
Stott sempre será lembrado por sua simplicidade, humildade e dedicação em defesa da causa do Evangelho. Amy sempre será lembrada por suas performances de embriaguez e uso de drogas. Por sua aparência cada vez mais frágil diante da luta perdida contra o vício.
Em todo o mundo, apenas os cristãos protestantes lembraram a morte de Stott. Não foi noticiado por nenhuma grande rede de TV. Nenhum jornal ou revista da chamada “mídia secular” escreveu nem mesmo uma nota sobre a sua morte. Mas, sua vida está escrita na memória e no coração de milhões.
Em todo o mundo, a morte de Amy foi noticiada exaustivamente. TV, rádio, jornais e revistas dedicaram páginas e páginas, horas e horas de cobertura a morte “prematura” daquela jovem "tão promissora" que seguia o exemplo de tantos outros antes dela.
John Stott foi pranteado com esperança por aqueles que eram seus amigos e compartilhavam sua fé em que a morte é apenas o início de uma abundante e plena vida ao lado de Cristo na eternidade. Amy foi pranteada por milhões de fãs e amigos, conhecidos e desconhecidos, e principalmente, por seu pai e sua mãe, que não cansavam de repetir: “Nos últimos dias, ela estava bem”. Seu pranto era pela perda. E apenas isso. Talvez muitos deles pensem que a morte “é o fim”. Amy agora sabe que não é.
Stott morreu numa casa simples, num acampamento pra idosos, propriedade da Igreja Anglicana. Amy morreu numa bela mansão em um bairro nobre de Londres.
Stott não deve ter deixado muito de herança material. Mas, sua herança espiritual é inestimável. Amy deixou milhões de dólares, cuja parte o pai reverterá para ajudar no tratamento de pessoas vítimas do álcool e das drogas. Talvez seja uma forma “de dar sentido a tudo isso”.
Stott sempre estava sorrindo. Amy parecia não ter motivos para ser feliz.
Parece que para o mundo, a morte de Stott não fez nenhuma diferença. Mas, é notório que para o mundo, a morte de Amy foi uma perda inestimável.
Stott morreu crendo na suficiência única e exclusiva do sacrifício de Cristo para ofertar graciosamente ao homem a salvação. Amy...não sei no que ela cria. Mas, por sua vida, pode-se afirmar que não havia experimentado uma nova vida em Cristo. Nele há esperança. Nele há alegria. Nele há sentido para quem somos e o que fazemos com nossa existência. Stott morreu e descansda em Cristo.
Autor desconhecido
Bem vindo ao meu espaço
Uma página aberta para a reflexão e restauração da saúde do pastor e de sua familia.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
CONSULTA NACIONAL DE PASTOREIO DE PASTORES
Aliança Brasileira de Pastoreio de Pastores (ABPP) vai promover a V Consulta Nacional de Pastoreio de Pastores, que será realizada de 13 a 16 de setembro.
Está chegando a V Consulta Nacional de Pastoreio de Pastores, que será realizada de 13 a 16 de setembro. No dia que antecede o evento (12/9) acontecerá uma consulta de um dia para presidentes e secretários executivos denominacionais.
O evento acontecerá no Hotel Fonte Santa Teresa, Valinhos, SP, tendo como preletores: Carlos Alberto Bezerra, David Kornfield, Josadak Lima e Uziel Bezerra.
Em 2007 o MAPI realizou a 1ª Consulta Nacional de Líderes Denominacionais sobre o Pastoreio de Pastores. Desde 1992, MAPI trabalha com redes de pastoreio de pastores e especialistas em capacitar pastores, hoje contando com 1.200 pastores em mais de 40 denominações em sua rede e mais de 30.000 pastores servidos através dos anos.
O sonho avancou e hoje não pertence ao MAPI. Lideranca surgiu entre as denominações para criar a ABPP. A Aliança quer catalisar um movimento em todas as denominações e conselhos de pastores no Brasil. Até aqui umas 35 denominações ou conselhos de pastores desenvolveram projetos de pastoreio de pastores para seu contexto.
A V Consulta Nacional, oferece duas trilhas, a de planejamento e a de aprofundamento. Aqueles que já fizeram a trilha de planejamento e tem um projeto de pastoreio de pastores em andamento deverão fazer a trilha de aprofundamento. Em caso de não ter o projeto ou ser a primeira vez que participa da Consulta deverá fazer parte da trilha de planejamento.
Maiores informação podem ser obtidas através do e-mail: pastoreandopastores@gmail.com ou pelos telefones: (27) 3322-2709 ou (27) 3082-0378.
Está chegando a V Consulta Nacional de Pastoreio de Pastores, que será realizada de 13 a 16 de setembro. No dia que antecede o evento (12/9) acontecerá uma consulta de um dia para presidentes e secretários executivos denominacionais.
O evento acontecerá no Hotel Fonte Santa Teresa, Valinhos, SP, tendo como preletores: Carlos Alberto Bezerra, David Kornfield, Josadak Lima e Uziel Bezerra.
Em 2007 o MAPI realizou a 1ª Consulta Nacional de Líderes Denominacionais sobre o Pastoreio de Pastores. Desde 1992, MAPI trabalha com redes de pastoreio de pastores e especialistas em capacitar pastores, hoje contando com 1.200 pastores em mais de 40 denominações em sua rede e mais de 30.000 pastores servidos através dos anos.
O sonho avancou e hoje não pertence ao MAPI. Lideranca surgiu entre as denominações para criar a ABPP. A Aliança quer catalisar um movimento em todas as denominações e conselhos de pastores no Brasil. Até aqui umas 35 denominações ou conselhos de pastores desenvolveram projetos de pastoreio de pastores para seu contexto.
A V Consulta Nacional, oferece duas trilhas, a de planejamento e a de aprofundamento. Aqueles que já fizeram a trilha de planejamento e tem um projeto de pastoreio de pastores em andamento deverão fazer a trilha de aprofundamento. Em caso de não ter o projeto ou ser a primeira vez que participa da Consulta deverá fazer parte da trilha de planejamento.
Maiores informação podem ser obtidas através do e-mail: pastoreandopastores@gmail.com ou pelos telefones: (27) 3322-2709 ou (27) 3082-0378.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
O PASTOR E SEUS RELACIONAMENTOS COM NÃO CRISTÃOS
Não é muito comum hoje em dia o crente nutrir convivência com pessoas não crentes. Um percentual enorme de evangélicos só se relaciona com pessoas da igreja.Infelizmente! E perdem assim a oportunidade de desenvolver evangelismo por amizade. Inclusive, pastores!
Gostaria de compartilhar que, como pastor, estou atualmente desenvolvendo relacionamentos com pessoas que ainda não seguem a Cristo. Primeiro, por mais "nerdy" que isso possa parecer, eu costumava jogar xadrez durante o ensino médio. Procurei por um clube de xadrez aqui na minha região e encontrei um. É um clube pequeno, mas não existe um único cristão no grupo. Ganhei a confiança deles, e um dos rapazes começou a conversar comigo a respeito de visões de mundo e religiões. Creio que está aberto.
A segunda coisa que venho fazendo é prestar mais atenção aos meus vizinhos, embora já tivesse fazendo isso nos últimos dois anos e meio em que moro nessa redondeza.
Nos últimos meses iniciei um relacionamento com um deles que mora na mesma rua. Recentemente, por meio de uma crise na sua vida, Deus se revelou a ele de uma maneira poderosa e ele sabe disso! Hoje ele e eu estamos passando algumas horas juntos nos ajudando mutuamente em algumas coisas e visitando sua esposa no hospital. Estarei atento a uma oportunidade hoje para ajudá-los a dar o próximo passo.
Por que estou dizendo isso? Como pastor que, durante anos permitiu a si mesmo permanecer segregado de relacionamentos com não crentes de uma maneira significativa, estou vibrando por ver isso começando a funcionar na minha vida.
Quero compartilhar meu entusiasmo com pessoas que eu sei que compreenderão isso e ao mesmo tempo encorajar aquelas que leem isso e que estão pensando em dar o próximo passo nessa direção, mas que ainda não o fizeram. Arrisque-se.
Além de ser uma parte essencial da ordem de fazer discípulos, você também encontrará força e confiança em cada aspecto de seu ministério. Eu sei, embora ainda não tenha visto uma conversão resultante de meus próprios esforços, que isso tem sido verdade na minha vida.
Mais uma coisa, minha célula está envolvida em orar por aquele homem e sua família. Temos planos para um evento social para alcançar aqueles pelos quais estamos orando como grupo, porém Deus está trazendo esse rapaz tão depressa, que nós quase não conseguimos acompanhá-lo.
Entretanto, não estou apenas vibrando por causa deste homem, mas estou aguardando ansiosamente o impacto que causará em nossa célula quando ele e sua esposa se tornarem parte de nosso grupo!
Ed Wandling
Gostaria de compartilhar que, como pastor, estou atualmente desenvolvendo relacionamentos com pessoas que ainda não seguem a Cristo. Primeiro, por mais "nerdy" que isso possa parecer, eu costumava jogar xadrez durante o ensino médio. Procurei por um clube de xadrez aqui na minha região e encontrei um. É um clube pequeno, mas não existe um único cristão no grupo. Ganhei a confiança deles, e um dos rapazes começou a conversar comigo a respeito de visões de mundo e religiões. Creio que está aberto.
A segunda coisa que venho fazendo é prestar mais atenção aos meus vizinhos, embora já tivesse fazendo isso nos últimos dois anos e meio em que moro nessa redondeza.
Nos últimos meses iniciei um relacionamento com um deles que mora na mesma rua. Recentemente, por meio de uma crise na sua vida, Deus se revelou a ele de uma maneira poderosa e ele sabe disso! Hoje ele e eu estamos passando algumas horas juntos nos ajudando mutuamente em algumas coisas e visitando sua esposa no hospital. Estarei atento a uma oportunidade hoje para ajudá-los a dar o próximo passo.
Por que estou dizendo isso? Como pastor que, durante anos permitiu a si mesmo permanecer segregado de relacionamentos com não crentes de uma maneira significativa, estou vibrando por ver isso começando a funcionar na minha vida.
Quero compartilhar meu entusiasmo com pessoas que eu sei que compreenderão isso e ao mesmo tempo encorajar aquelas que leem isso e que estão pensando em dar o próximo passo nessa direção, mas que ainda não o fizeram. Arrisque-se.
Além de ser uma parte essencial da ordem de fazer discípulos, você também encontrará força e confiança em cada aspecto de seu ministério. Eu sei, embora ainda não tenha visto uma conversão resultante de meus próprios esforços, que isso tem sido verdade na minha vida.
Mais uma coisa, minha célula está envolvida em orar por aquele homem e sua família. Temos planos para um evento social para alcançar aqueles pelos quais estamos orando como grupo, porém Deus está trazendo esse rapaz tão depressa, que nós quase não conseguimos acompanhá-lo.
Entretanto, não estou apenas vibrando por causa deste homem, mas estou aguardando ansiosamente o impacto que causará em nossa célula quando ele e sua esposa se tornarem parte de nosso grupo!
Ed Wandling
sábado, 27 de agosto de 2011
PASTOR E AMIGO
Leia parte da entrevista que Eugene Perterson concedeu à Revista Cristianismo hoje destacando a importância dos relacionamentos no ministério.
Eugene Peterson, como qualquer pastor, já teve lá suas crises existenciais e ministeriais. A primeira foi no início de sua trajetória – achava o pastorado complicado e não sabia bem como atender às expectativas das pessoas. Depois, foi confrontado pela própria vocação. Preferia seguir pela vida acadêmica, mas em determinado momento, viu-se diante do púlpito. Também teve de aprender a lidar com as ovelhas, ou seja, como se relacionar com aqueles a quem liderava. Isso, sem falar nos problemas e angústias que os colegas de ministério vinham lhe confessar. Tudo isso fez de Peterson um “pastor de pastores”.
Como o pastor pode manter limites apropriados entre o exercício de sua vocação e sua vida pessoal?
Essa palavra “limites” tem vindo à tona através das disciplinas psicológicas. Parece-me que é uma maneira de evitar a dificuldade, de contornar a ambiguidade. Você sempre sabe onde está, sempre conhece o limite, e deixa as pessoas virem até onde querem, mas não vai deixá-las ultrapassar essas fronteiras. Lembro que uma vez entrei no escritório da igreja e encontrei lá algumas mulheres que estavam fazendo um boletim informativo. Tínhamos, na ocasião, uma filha que estava nos dando alguns problemas extras, naquela fase de confrontar os pais. Então, eu fiz um desabafo, dizendo estar uma fera com isso e até que eu nem queria ser pai. Quando saí, uma daquelas irmãs me repreendeu, dizendo que todas ali já tinham problemas de sobra para manter as próprias vidas e famílias juntas. “Agora, teremos de ajudar você a manter sua vida em família? Isso é demais”, disse. E ela estava certa. Há algumas coisas totalmente inadequadas a um pastor, como se irritar ou se descontrolar. As pessoas simplesmente não entendem tal comportamento num ministro do Evangelho. A vida pastoral tem de ser uma vida relacional – quando você vive assim, não tem limites como tal. Você tem habilidades, intimidade. Aliás, não gosto dessa separação da vida pastoral e pessoal, atuação congregacional e formação profissional.
Quando fala em vida relacional, o senhor quer dizer que o pastor deve buscar construir amizades entre sua congregação?
Sim. Eu amo a passagem de João 13.17, em que Jesus está no Cenáculo, em sua última noite com os discípulos. Ali, ele os chama de amigos, e não de apóstolos ou discípulos, que são palavras que definem algo meramente funcional. Apenas amigos – e ele repete isso por três vezes. Os pastores deveriam meditar sobre isso. Em vez de se concentrarem em suas funções, suas técnicas, estratégias e visões, que relaxem. Basta apenas estar lá com as ovelhas, aprendendo a serem amigos. No momento em que o pastor sobe no pedestal, vai começar a ocultar a natureza do Evangelho.
A partir de que momento um pastor está subindo no pedestal?
Há muitos pastores que cultivam esse negócio de estar em um pedestal, porque, assim, eles não têm que lidar com pessoas. Preferem lidar com as ovelhas apenas no papel de pregador, conselheiro, guia espiritual ou qualquer outra coisa. Há muitas maneiras de se conviver com a forma estereotipada dessa relação. Mas, quando você se torna um amigo, a coisa é outra. Quando saí da Christ our King Chruch [Igreja Presbiteriana Cristo Nosso Rei, fundada por Peterson em 1962, em Maryland], onde estive por 30 anos, eu realmente não me preocupava com o estilo de vida daquelas pessoas – e, para dizer a verdade, eu não tinha amigos que eu chamaria realmente de “amigos”. Mas, quando eu saí, não posso lhe dizer quantas pessoas de lá me disseram que eu era o melhor amigo que já tiveram. Agora, eu era amigo em outro sentido, já que, de alguma forma, houve alguma qualidade na relação que transmitia que eu me preocupava com eles, conhecia os seus nomes, sabia os nomes de seus filhos – ou seja, não era apenas aquela coisa social. Muitas vezes, convidávamos pessoas para um jantar porque estavam com problemas, mas eu não tinha um relacionamento de amizade com muitas dessas pessoas; simplesmente era amigo porque era disponível para elas. É assim que eu acho que um pastor deve ser.
Ultimamente, com a disseminação dos chamados ministérios de tempo integral, tem havido profissionalização de diversas funções eclesiásticas, inclusive as de pastor e obreiro. Qual sua opinião sobre isso?
Eu acho que o profissionalismo na vocação pastoral é mortal, porque isso afeta a todos. Nós compartilhamos algo bem básico com nossas congregações. Estamos compartilhando a vida de Cristo, maneiras como seguir a Cristo. Os pastores devemos tratar os leigos com dignidade e honrar o seu trabalho, tanto como eles honram o nosso, e aceitá-los como iguais em termos de serviço no Reino de Deus e na vivência da vida cristã. Contudo, o profissionalismo que permeia nossas igrejas não confia nos leigos. Hoje, contratamos profissionais para fazer tudo. Em vez de confiar nos irmãos para fazer o trabalho do povo de Deus, contratamos alguém para fazê-lo, e é assim que profissionaliza tudo na estrutura eclesial. Desenvolvemos hierarquias e sistemas hierárquicos na igreja, e isso sutilmente elimina o senso maior de comunidade. Eu diria que a melhor maneira de superar o profissionalismo é confiar. O pastor deve aprender a confiar aos leigos a responsabilidade de serem iguais a ele em termos de status no reino de Deus.
Eugene Peterson, como qualquer pastor, já teve lá suas crises existenciais e ministeriais. A primeira foi no início de sua trajetória – achava o pastorado complicado e não sabia bem como atender às expectativas das pessoas. Depois, foi confrontado pela própria vocação. Preferia seguir pela vida acadêmica, mas em determinado momento, viu-se diante do púlpito. Também teve de aprender a lidar com as ovelhas, ou seja, como se relacionar com aqueles a quem liderava. Isso, sem falar nos problemas e angústias que os colegas de ministério vinham lhe confessar. Tudo isso fez de Peterson um “pastor de pastores”.
Como o pastor pode manter limites apropriados entre o exercício de sua vocação e sua vida pessoal?
Essa palavra “limites” tem vindo à tona através das disciplinas psicológicas. Parece-me que é uma maneira de evitar a dificuldade, de contornar a ambiguidade. Você sempre sabe onde está, sempre conhece o limite, e deixa as pessoas virem até onde querem, mas não vai deixá-las ultrapassar essas fronteiras. Lembro que uma vez entrei no escritório da igreja e encontrei lá algumas mulheres que estavam fazendo um boletim informativo. Tínhamos, na ocasião, uma filha que estava nos dando alguns problemas extras, naquela fase de confrontar os pais. Então, eu fiz um desabafo, dizendo estar uma fera com isso e até que eu nem queria ser pai. Quando saí, uma daquelas irmãs me repreendeu, dizendo que todas ali já tinham problemas de sobra para manter as próprias vidas e famílias juntas. “Agora, teremos de ajudar você a manter sua vida em família? Isso é demais”, disse. E ela estava certa. Há algumas coisas totalmente inadequadas a um pastor, como se irritar ou se descontrolar. As pessoas simplesmente não entendem tal comportamento num ministro do Evangelho. A vida pastoral tem de ser uma vida relacional – quando você vive assim, não tem limites como tal. Você tem habilidades, intimidade. Aliás, não gosto dessa separação da vida pastoral e pessoal, atuação congregacional e formação profissional.
Quando fala em vida relacional, o senhor quer dizer que o pastor deve buscar construir amizades entre sua congregação?
Sim. Eu amo a passagem de João 13.17, em que Jesus está no Cenáculo, em sua última noite com os discípulos. Ali, ele os chama de amigos, e não de apóstolos ou discípulos, que são palavras que definem algo meramente funcional. Apenas amigos – e ele repete isso por três vezes. Os pastores deveriam meditar sobre isso. Em vez de se concentrarem em suas funções, suas técnicas, estratégias e visões, que relaxem. Basta apenas estar lá com as ovelhas, aprendendo a serem amigos. No momento em que o pastor sobe no pedestal, vai começar a ocultar a natureza do Evangelho.
A partir de que momento um pastor está subindo no pedestal?
Há muitos pastores que cultivam esse negócio de estar em um pedestal, porque, assim, eles não têm que lidar com pessoas. Preferem lidar com as ovelhas apenas no papel de pregador, conselheiro, guia espiritual ou qualquer outra coisa. Há muitas maneiras de se conviver com a forma estereotipada dessa relação. Mas, quando você se torna um amigo, a coisa é outra. Quando saí da Christ our King Chruch [Igreja Presbiteriana Cristo Nosso Rei, fundada por Peterson em 1962, em Maryland], onde estive por 30 anos, eu realmente não me preocupava com o estilo de vida daquelas pessoas – e, para dizer a verdade, eu não tinha amigos que eu chamaria realmente de “amigos”. Mas, quando eu saí, não posso lhe dizer quantas pessoas de lá me disseram que eu era o melhor amigo que já tiveram. Agora, eu era amigo em outro sentido, já que, de alguma forma, houve alguma qualidade na relação que transmitia que eu me preocupava com eles, conhecia os seus nomes, sabia os nomes de seus filhos – ou seja, não era apenas aquela coisa social. Muitas vezes, convidávamos pessoas para um jantar porque estavam com problemas, mas eu não tinha um relacionamento de amizade com muitas dessas pessoas; simplesmente era amigo porque era disponível para elas. É assim que eu acho que um pastor deve ser.
Ultimamente, com a disseminação dos chamados ministérios de tempo integral, tem havido profissionalização de diversas funções eclesiásticas, inclusive as de pastor e obreiro. Qual sua opinião sobre isso?
Eu acho que o profissionalismo na vocação pastoral é mortal, porque isso afeta a todos. Nós compartilhamos algo bem básico com nossas congregações. Estamos compartilhando a vida de Cristo, maneiras como seguir a Cristo. Os pastores devemos tratar os leigos com dignidade e honrar o seu trabalho, tanto como eles honram o nosso, e aceitá-los como iguais em termos de serviço no Reino de Deus e na vivência da vida cristã. Contudo, o profissionalismo que permeia nossas igrejas não confia nos leigos. Hoje, contratamos profissionais para fazer tudo. Em vez de confiar nos irmãos para fazer o trabalho do povo de Deus, contratamos alguém para fazê-lo, e é assim que profissionaliza tudo na estrutura eclesial. Desenvolvemos hierarquias e sistemas hierárquicos na igreja, e isso sutilmente elimina o senso maior de comunidade. Eu diria que a melhor maneira de superar o profissionalismo é confiar. O pastor deve aprender a confiar aos leigos a responsabilidade de serem iguais a ele em termos de status no reino de Deus.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A QUEM VOCÊ PRESTA CONTAS?
Prestar contas a alguém significa abrir a sua vida para alguns amigos cuidadosamente escolhidos e de confiança, que lhe dirão a verdade. Eles conquistaram o direito de examinar, de questionar e de aconselhá-lo. Salomão disse: “As feridas feitas por um amigo são melhores do que muitos beijos de um inimigo” (Pv 27:6 NLT). Pense nisso!
“O que se requer destes encarregados é que sejam fiéis.” 1 Coríntios 4:2 NVI
As pessoas que aceitam prestar contas geralmente possuem quatro qualidades. Verifique e veja se você as possui:
1) São vulneráveis – capazes de saber quando estão erradas e de admiti-lo, mesmo antes de serem confrontadas.
2) São ensináveis – estão dispostas a ouvir, são rápidas em aprender, e estão abertas para receber conselhos.
3) Estão disponíveis – elas são acessíveis; você sempre pode encontrá-las.
4) São sinceras – elas odeiam tudo que é falso; são comprometidas com a verdade independente do quanto ela possa ferir alguém.
Você diz: “Este padrão é muito alto”. Você está certo!É um padrão com o qual o orgulho não consegue lidar e que os egos frágeis não tolerarão. Esses preferem parecer bons em lugar de serem bons!
Não me entenda mal – não estou sugerindo que qualquer pessoa tenha acesso à sua vida. Não, isto é perigoso. Eu disse alguns amigos escolhidos, confiáveis, discipuladores, mentores espirituais, pessoas que conquistaram o direito de andarem ao seu lado, e de fazerem, no momento oportuno, as perguntas certas. Elas darão a você uma nova perspectiva e com sabedoria, ajudarão a manter você nos trilhos. Paulo confrontou Pedro. Natã confrontou Davi. Quem confronta você?
"Confessem suas faltas uns aos outros e orem uns pelos outros, a fim de que vocês possam ser curados" (Tiago 5.16)
“O que se requer destes encarregados é que sejam fiéis.” 1 Coríntios 4:2 NVI
As pessoas que aceitam prestar contas geralmente possuem quatro qualidades. Verifique e veja se você as possui:
1) São vulneráveis – capazes de saber quando estão erradas e de admiti-lo, mesmo antes de serem confrontadas.
2) São ensináveis – estão dispostas a ouvir, são rápidas em aprender, e estão abertas para receber conselhos.
3) Estão disponíveis – elas são acessíveis; você sempre pode encontrá-las.
4) São sinceras – elas odeiam tudo que é falso; são comprometidas com a verdade independente do quanto ela possa ferir alguém.
Você diz: “Este padrão é muito alto”. Você está certo!É um padrão com o qual o orgulho não consegue lidar e que os egos frágeis não tolerarão. Esses preferem parecer bons em lugar de serem bons!
Não me entenda mal – não estou sugerindo que qualquer pessoa tenha acesso à sua vida. Não, isto é perigoso. Eu disse alguns amigos escolhidos, confiáveis, discipuladores, mentores espirituais, pessoas que conquistaram o direito de andarem ao seu lado, e de fazerem, no momento oportuno, as perguntas certas. Elas darão a você uma nova perspectiva e com sabedoria, ajudarão a manter você nos trilhos. Paulo confrontou Pedro. Natã confrontou Davi. Quem confronta você?
"Confessem suas faltas uns aos outros e orem uns pelos outros, a fim de que vocês possam ser curados" (Tiago 5.16)
PEDRAS REMOVIDAS
Um texto famoso de Carlos Drumond de Andrade registra uma pedra no meio do caminho. Lendo-a, pensamos logo nos obstáculos que encontramos à nossa frente. Muitas vezes consideramos pessoas e circunstâncias como essas 'pedras' que, retardam nosso avanço, machuca-nos os pés (e também o coração), nos levando a estagnação completa.
A Bíblia também fala sobre pedras, mas para nosso conforto e esperança, as mostram sempre como removidas, ou seja, retiradas de nosso caminho, desobstruindo totalmente nosso acesso aos designios e destinos de Deus para nós.
Uma dessas pedras foi a que um grupo de pessoas removeram para que o ex-morto Lázaro deixasse o lugar e a experiência de morte para viver uma nova vida (João 11). Penso que as pessoas mais chegadas ao irmão de Marta e Maria, juntando com os discípulos foram que puseram as mãos naquela pedra para que o morto a quatro dias ressurgisse. Quero que reflita comigo o seguinte: Nada adiantaria o esforço humano sem a ordem do Senhor. Mesmo as coisas que nós podemos fazer dependem cem por cento do agir e direção de Deus. Mesmo a sua parte no milagre precisa ser feita sob total dependência do agir de Deus primeiro.Só remova certas pedras depois que sair a ordem, senão vai feder pra caramba!
Uma outra pedra removida foi testificada por um grupo de mulheres sofridas e tristes, que de madrugada levavam aromas ao túmulo de Jesus. Sabemos que a desesperança tomava conta de seus corações e ainda contavam com a fragilidade física por serem mulheres. Sequer pararam para refletir que não conseguiriam por si próprias removerem a pedra que lacrava o sepulcro. Mas, de forma milagrosa, ao chegarem ao túmulo eis que a pedra estava removida (Lc.24). Aqui analisamos da seguinte forma: A pedra foi removida para que elas entrassem ou para que Jesus saísse? O túmulo aberto significaria que o Filho de Deus ressuscitou, estava vivo. E uma pedra não era obstáculo para Jesus; pois em seguida ao seu ressurgimento Ele atravessou uma parede para estar num cômodo com seus discípulos amedrontados. Creio que Deus viu a paixão contemplativa daquelas mulheres e removeu-lhe as pedras para que contemplassem a glória de Deus. Pedras serão removidas porque o Senhor conhece o peso de cada uma delas, e a capacidade de cada um de nós.
Não se desespere! Em meio ao impossível e ao sofrimento pessoas sob direção do Senhor removerão suas pedras; e em circunstâncias diferentes seres angelicais, que conhecem nossas fraquezas e incapacidades farão esse esforço por nós.Em ambas as pedras removidas, a glória e o poder sejam creditados a Deus!
Carinhosamente,
Pr. Silvio Duque
A Bíblia também fala sobre pedras, mas para nosso conforto e esperança, as mostram sempre como removidas, ou seja, retiradas de nosso caminho, desobstruindo totalmente nosso acesso aos designios e destinos de Deus para nós.
Uma dessas pedras foi a que um grupo de pessoas removeram para que o ex-morto Lázaro deixasse o lugar e a experiência de morte para viver uma nova vida (João 11). Penso que as pessoas mais chegadas ao irmão de Marta e Maria, juntando com os discípulos foram que puseram as mãos naquela pedra para que o morto a quatro dias ressurgisse. Quero que reflita comigo o seguinte: Nada adiantaria o esforço humano sem a ordem do Senhor. Mesmo as coisas que nós podemos fazer dependem cem por cento do agir e direção de Deus. Mesmo a sua parte no milagre precisa ser feita sob total dependência do agir de Deus primeiro.Só remova certas pedras depois que sair a ordem, senão vai feder pra caramba!
Uma outra pedra removida foi testificada por um grupo de mulheres sofridas e tristes, que de madrugada levavam aromas ao túmulo de Jesus. Sabemos que a desesperança tomava conta de seus corações e ainda contavam com a fragilidade física por serem mulheres. Sequer pararam para refletir que não conseguiriam por si próprias removerem a pedra que lacrava o sepulcro. Mas, de forma milagrosa, ao chegarem ao túmulo eis que a pedra estava removida (Lc.24). Aqui analisamos da seguinte forma: A pedra foi removida para que elas entrassem ou para que Jesus saísse? O túmulo aberto significaria que o Filho de Deus ressuscitou, estava vivo. E uma pedra não era obstáculo para Jesus; pois em seguida ao seu ressurgimento Ele atravessou uma parede para estar num cômodo com seus discípulos amedrontados. Creio que Deus viu a paixão contemplativa daquelas mulheres e removeu-lhe as pedras para que contemplassem a glória de Deus. Pedras serão removidas porque o Senhor conhece o peso de cada uma delas, e a capacidade de cada um de nós.
Não se desespere! Em meio ao impossível e ao sofrimento pessoas sob direção do Senhor removerão suas pedras; e em circunstâncias diferentes seres angelicais, que conhecem nossas fraquezas e incapacidades farão esse esforço por nós.Em ambas as pedras removidas, a glória e o poder sejam creditados a Deus!
Carinhosamente,
Pr. Silvio Duque
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
OS TRÊS ANOS ANTES DO PENTECOSTES
Esses três anos antes do Pentecostes foram essenciais ou acidentais? Que relação existe entre aqueles três anos e a explosão de Pentecostes? Será que uma igreja que cresce e se multiplica surge de uma hora para outra?
O Pentecoste não foi um evento isolado. Os três anos anteriores foram vitais para que o que haveria de acontecer depois. Pentecostes está ligado àquela comunidade de discípulos, pequena e crescente: primeiro 12, depois 70, depois 120, depois 500 e 3.000.
Imagine essa situação! O Espírito Santo não veio até que Jesus tivesse preparado a comunidade. A comunidade foi essencial para a obra do Espírito e aqueles três anos foram necessários para o desenvolvimento daquela comunidade. O que os discípulos precisavam aprender antes de estarem prontos apara ser usados como parte da comunidade depois de Pentecostes? Eles precisaram aprender o seguinte:
COMUNIDADE: Precisaram experimentar comunidade, aprender a lidar com o perdão mútuo, aprender a carregar a carga uns dos outros, entrar em comunão espiritual.
PODER: Precisaram aprender a depender do poder de Deus e não apenas de si mesmos. A típica igreja de Jesus não vai funcionar apenas com as habilidades humanas. Por isso, os líderes devem aprender a permitir que o seu poder espiritual dirija a igreja.
FÉ: Aprenderam a andar pela fé. Por diversas vezes a sua confiança e fé foram testadas além dos limites humanos. Mas foi necessário porque a comunidade n´~ao funcionaria sem esse tipo de fé.
COMPROMISSO: Eles aprenderam a se comprometer completamente com Ele. Não poderia haver outras condições e reservas se a
Sua Igreja quisesse ser bem-sucedida.
PRESENÇA VIVA DE CRISTO NELES: Aprenderam sobre a presença viva de Cristo no meio deles, mesmo depois de Ele já não estar com eles fisicamente.
VISÃO: Eles precisaram entender a visão do reino espiritual de Deus sobre a terra e aprender que essa visão não era política nem física.
UNIDADE: Precisaram experimentar o significado da unidade espiritual em Cristo. Essa unidade não deveria estar baseada em crenças ou práticas comuns, mas em um Senhor comum.
ESPÍRITO DE SERVO: Eles precisariam aprender a ser servos e a lavar os pés uns dos outros. Essa foi a última lição ensinada por Jesus a seus discípulos no Cenáculo. Os líderes somente vão aprender essa lição enquanto o movimento ainda for simples e pequeno.
Jesus ensina essas mesmas lições essenciais em nossos dias se estivermos dispostos a andar com Ele pelos seus estágios iniciais de crescimento. Será que deveríamos negligenciar os estagios iniciais pelos quais Cristo nos ensina a ser a sua comunidade essencial?
Bill Beckham
O Pentecoste não foi um evento isolado. Os três anos anteriores foram vitais para que o que haveria de acontecer depois. Pentecostes está ligado àquela comunidade de discípulos, pequena e crescente: primeiro 12, depois 70, depois 120, depois 500 e 3.000.
Imagine essa situação! O Espírito Santo não veio até que Jesus tivesse preparado a comunidade. A comunidade foi essencial para a obra do Espírito e aqueles três anos foram necessários para o desenvolvimento daquela comunidade. O que os discípulos precisavam aprender antes de estarem prontos apara ser usados como parte da comunidade depois de Pentecostes? Eles precisaram aprender o seguinte:
COMUNIDADE: Precisaram experimentar comunidade, aprender a lidar com o perdão mútuo, aprender a carregar a carga uns dos outros, entrar em comunão espiritual.
PODER: Precisaram aprender a depender do poder de Deus e não apenas de si mesmos. A típica igreja de Jesus não vai funcionar apenas com as habilidades humanas. Por isso, os líderes devem aprender a permitir que o seu poder espiritual dirija a igreja.
FÉ: Aprenderam a andar pela fé. Por diversas vezes a sua confiança e fé foram testadas além dos limites humanos. Mas foi necessário porque a comunidade n´~ao funcionaria sem esse tipo de fé.
COMPROMISSO: Eles aprenderam a se comprometer completamente com Ele. Não poderia haver outras condições e reservas se a
Sua Igreja quisesse ser bem-sucedida.
PRESENÇA VIVA DE CRISTO NELES: Aprenderam sobre a presença viva de Cristo no meio deles, mesmo depois de Ele já não estar com eles fisicamente.
VISÃO: Eles precisaram entender a visão do reino espiritual de Deus sobre a terra e aprender que essa visão não era política nem física.
UNIDADE: Precisaram experimentar o significado da unidade espiritual em Cristo. Essa unidade não deveria estar baseada em crenças ou práticas comuns, mas em um Senhor comum.
ESPÍRITO DE SERVO: Eles precisariam aprender a ser servos e a lavar os pés uns dos outros. Essa foi a última lição ensinada por Jesus a seus discípulos no Cenáculo. Os líderes somente vão aprender essa lição enquanto o movimento ainda for simples e pequeno.
Jesus ensina essas mesmas lições essenciais em nossos dias se estivermos dispostos a andar com Ele pelos seus estágios iniciais de crescimento. Será que deveríamos negligenciar os estagios iniciais pelos quais Cristo nos ensina a ser a sua comunidade essencial?
Bill Beckham
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