Bem vindo ao meu espaço

Uma página aberta para a reflexão e restauração da saúde do pastor e de sua familia.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Um Novo Ano que Vai Requerer Atitudes

O indivíduo passou a metade da vida, especificamente trinta e oito anos, esperando sempre por uma movimentação externa, tanto das pessoas ao seu redor, quanto das águas de um tanque que supostamente lhe trariam algum benefício. Como ele, milhares de pessoas mantem-se passivas e expectadoras dos movimentos e transformações que ocorrem à sua volta.

O indivíduo que citei acima tem sua história registrada no Evangelho de João, no capítulo cinco. Aguardava que um anjo se movimentasse em sua direção, que produzisse um pequeno redemoinho numa piscina, e ainda dependia de alguém que o pusesse no tanque para que finalmente fosse curado.

É muita dependência gente. É passividade demais e esperar muito dos outros. E a vida ia passando, chegando aos trinta e oito anos de espera numa crença folclórica, algo que nunca iria acontecer. Sua cura não viria daquelas convicções. Estava perdendo o seu tempo. 

Conheço pessoas que há anos estão enfermas simplesmente porque não querem agir de forma correta. Deus tem vindo a elas com as soluções e resoluções certas, mas são preguiçosas e preferem ficar no seu comodismo e na sua autopiedade. A vida dessas pessoas não andam, são rotinas desgastadas e monótonas, mas elas, infelizmente, se adaptaram a esse estilo de vida.

Para quem não suporta mais um ano do mesmo jeito, a solução é encarar JESUS com fé incondicional, e responder a pergunta que não quer calar: "Quer ser curado(a)?" (v.6). Só existe uma resposta consistente: "Sim". Mas foi isso que aquele paralítico respondeu? Não! Ficou criando argumentações e lamentações, atitudes que só produzem mais enfermidades.

Um ano diferente vai exigir da gente perceber quando a Palavra vem do Senhor, ou vem da nossa própria consciência adoecida. Vai demandar permissividade para essa Palavra produzir Cura restauradora sobre nossa alma: "LEVANTA...". Se ele mandou, obedeça. É uma palavra com poder sobrenatural que só Deus opera com eficácia miraculosa. Até aqui as coisas são com Deus, mas depois...

Colocar você de pé é trabalho do Espírito Santo, mas "TOMAR O LEITO" e "ANDAR" é com você. Tomar o leito é conduzir o que te conduzia, e ter controle sobre as deficiências que te controlavam. A cama o conduzia, agora ele conduz a cama. Andar é uma atitude nossa, não de Deus, Ele já te pôs de pé...Ele não vai andar por você.

Não passe a outra metade da vida apenas esperando a morte chegar, acomodado à beira de seu tanque de lamentações e gemidos de murmuração. Não há desculpa para os acomodados e preguiçosos... Levante-se logo daí, saia desse pavilhão de desgraça, pegue esse leito sobre seus braços, você o controla agora, Deus te deu capacidade para isso, e ande, se possível salte, pule e jubile...porque 2014 será diferente para você!!

[ Essa meditação foi ministrada em nossa reunião de família no dia 1 de janeiro]

Silvio Duque

     

terça-feira, 28 de maio de 2013

ATALHOS PODEM ATÁ-LO!

Talvez você esteja procurando atalhos para a felicidade, afinal, a estrada da vida, frequentemente nos leva à lugares espinhosos e dolorosos, os quais preferimos evitar. Algumas pessoas se desviam do caminho certo, seduzidas pela esperança de jornadas menos longas e fáceis para a "Vida Boa".

Jesus também foi tentado nisso. Estava destinado a ser o Rei de toda a terra. O plano era de que Ele viesse ao mundo como homem, vivesse uma vida sem pecado, morresse pelos nossos pecados, ressuscitasse dos mortos e voltasse ao céu para esperar por aqueles que seriam seus. Então ele retornaria à terra para reivindicar o seu povo e o seu legítimo lugar como Rei dos Reis. Satanás propõe a Jesus um atalho. As escrituras afirmam: "O diabo mostrou-lhe todos os reinos do mundo e as suas grandezas e disse: - Eu lhe darei tudo isso se você se ajoelhar e me adorar". Se Jesus aceitasse tal atalho, permitiria a introdução do pecado em sua vida, e perderia, com certeza, a grandeza do seu reino atual e futuro.

Precisamos tomar cuidado com os atalhos, eles podem 'amarrá-lo', e desviá-lo para fora da vontade de Deus. Somos avisados: "Obedeçam a Deus e resistam ao diabo, que ele fugirá de vocês " (Tg.4.7). Podemos enfrentar o diabo ignorando ofertas que são "boas demais para serem verdade". Na vida, não existem remédios instantâneos. 

O caminhos para a restauração e o equilíbrio pode ser longo e difícil, mas muitos já trilharam antes de nós e tiveram sucesso. Permaneça no caminho, dando seus passos , um após o outro, descobrindo as coisas boas da vida que Deus preparou para você.

Mateus 4.1-11

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

INTERVENÇÃO DIVINA EM NOSSAS ESCOLHAS

Vez por outra nos pegamos pensativos, analisando situações da vida e especulando tomar decisões práticas. Sendo que algumas dessas reflexões podem gerar decisões precipitadas e baseadas em sentimentos e vontades próprias, sem passar pelo crivo da vontade de Deus.

José, pai adotivo de Jesus experimentou o que estou falando e, creio que você também. Em Mateus 1.18-24 registra o momento em que ele, marcado por um constrangimento e cheio de dúvidas acerca da gravidez de sua prometida esposa, se vê pensativo, reflexivo e decidido por si mesmo a deixá-la.

Deus então intervém nas escolhas e intenções de José num sonho. O Senhor lhe envia um anjo para argumentar e persuadir aquele nobre carpinteiro. Começa lhe dizendo que o Espírito Santo é o autor daquela gravidez (fonte do seu constrangimento). Insiste afirmando que o menino receberia o nome de Jesus, e detalha a missão que o menino teria no mundo. 

Talvez José já estivesse convencido com tais argumentações. Mas o anjo não parou, e deu a melhor prova para José: As escrituras. Elas já previam que uma virgem geraria o messias. José como descendente da tribo de Judá e descendente da linhagem de Abraão conhecia tal profecia de cor. 

O que eu quero que você entenda é que não se renda as especulações de seu coração, principalmente num momento de confusão e incertezas. Não deixe pessoas, nem se associe a elas, sem permitir uma intervenção divina. Essa intervenção é resultado de um Deus amoroso próximo o bastante para nos fazer mudar de ideia. 

Seja a Escritura, a Bíblia, fonte principal de direcionamento de nossas intenções e caminhos. 

Pr. Silvio Duque

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O CICLO TERAPÊUTICO DA ALMA

"Porque satisfiz à alma cansada, e saciei a toda alma desfalecida". (Jeremias 31.25)

Entende-se por alma, nosso homem ou ser interior. Sabe-se também que o homem é uma trindade: Corpo, espírito e alma. Essa última é a área onde chamamos de psiquê,  residência de nossas emoções e ambiente onde guardamos sentimentos dos mais variados. Quando essa área é afetada, é sinal de que as emoções (alma) necessita de cuidados. 

Em nosso tempo, o diabo tem atacado bastante essa área do homem. Deixando pessoas feridas emocionalmente e bem desgastadas. Nesse texto de Jeremias, Deus está dizendo que pode tratar essa alma desgastada, essas emoções fora de lugar, esse interior dilacerado e desfalecido, quase sem vida, e à beira do abismo. 

Quando diagnosticamos os traumas da alma e as complexidades psicológicas diante de Deus e permitimos sermos libertados e tratados por ele, dá-se sequencia a um ciclo terapêutico. O próprio texto bíblico mostra essa sequencia. Experimentamos reflexos diretos no nosso físico. Veja o que é dito: "Então eu acordei descansado e bem disposto" (v.26-BLH). Entende-se que o até o sono é restaurado e a disposição e ânimo retorna ao indivíduo. Há reflexos diretos no corpo quando nossa alma começa a ser ministrada pelo Senhor.

Outra coisa importante no ciclo terapêutico é a experimentação de crescimento. Lemos : "Eu, o Senhor, digo que está chegando o tempo em que encherei de gente e de animais as terras de israel..."(v.27). Antes um vazio , mas agora um vestígio claro de frutificação, que provavelmente diz respeito a saúde nos relacionamentos, pois fala de "encher de pessoas". 

Finalmente, vemos os respingos do ciclo terapêutico refletidos na própria família  quando o texto diz: "...os pais comeram uvas verdes, mas foram os dentes dos filhos que ficaram ásperos" (v.29). A geração futura não seria punida pelos erros dos seus antecessores; pois estes estão sendo tratados e curados, para que sirvam de exemplo para seus filhos e as futuras gerações. 

Pastores e rebanhos mergulhados no ciclo terapêutico da alma experimentarão transformações e mudanças jamais vistas!    

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

ORGULHO GERADO NA DOR

Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições - Sétimo passo do AA.

Nosso orgulho pode inviabilizar que peçamos o que necessitamos. É possível que tenhamos crescido em uma família na qual éramos constantemente ignorados ou desapontados. Provavelmente quase nenhuma de nossas necessidades foram suficientemente supridas. Certamente que a reação de alguns de nós tenha sido de se tornar autossuficientes. Inconsciente ou conscientemente decidimos que nunca mais pediríamos ajuda a ninguém. Nos esforçaríamos com toda intensidade para nunca mais precisar da ajuda de pessoa nenhuma.

É esse tipo de orgulho, gerado na dor, que nos impedirá de pedir amparo e ajuda a Deus para lidar com os nossos fracassos. Jesus ensinou: "Por isso Eu digo: Peçam e vocês receberão; procurem e vocês encontrarão; batam, e a porta será aberta para vocês". (Lc.11,9). 

Precisamos chegar num nível de crescimento emocional que nos possibilite abandonar nossa autossuficiência orgulhosa; temos de estar abertos e dispostos a pedir ajuda. E não podemos buscar auxílio somente um a vez e achar que está resolvido. Devemos ser persistentes e, se necessário, pedir várias vezes, conforme as necessidades que apareçam. Quando praticamos o nosso sétimo passo, podemos estar certos de que o nosso amoroso Pai Celestial responderá dando-nos boas dádivas e removendo os nossos defeitos.  


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A IMPORTÂNCIA DAS PARADAS

Nossa vida anda a mil por hora. Vinte e quatro horas no dia tem sido pouco para a maioria das pessoas, e isso tem sido muito prejudicial. O Estresse tem nos adoecido. Isso trás consequências diversas, como a irritabilidade. Mas o pior de tudo é quando não nos damos conta de que essa agitação toda não nos tem feito sair do lugar. Nosso cérebro tem um limite e quando o sobrecarregamos, ele dará sinais claros por meio do corpo que as coisas não vão bem. A doença é frequentemente o modo que o corpo tem de falar conosco e nos obrigar aparar quando as nossas mentes e corações estão excessivamente sobrecarregados. O corpo grita: "Se você não parar, terei de força-lo(a) a isso!

David Kundtz é conferencista e psicoterapeuta e escreveu um livrinho fabuloso chamado "A Essencial arte de parar"(Sextante). Esse material veio bem a calhar na minha vida quando estava sofrendo de esgotamento profundo. Minha vida era uma correria e não aceitava a ideia da necessidade de parar um pouco. 

Jesus fez paradas estratégicas. Sempre as fazia quando sentia a necessidade. Se retirava sozinho e em grupo com seus discípulos para descanso e lazer. Tinha uma agenda agitada onde multidões e mais multidões queriam sua presença. De tão exausto, em determinada ocasião, dormiu na popa de um barco. Jesus nos ensinou que paradas podem salvar nossas vidas.

Kundtz nos lembra coisas importantes: "A principal razão que deve nos levar a parar é justamente querer prosseguir". Observou bem e apontou: "Parar nos dá tempo para ser, e não apenas para fazer". Lembra de que falei sobre o cérebro? "O ritmo mais lento estimula a recordação, enquanto a velocidade favorece o esquecimento. Uma vida excessivamente assoberbada e dispersa também mata o poder da imaginação, que é uma parte essencial de qualquer existência saudável". 

Já atentou para as 'Escalas de Viagem? Imagine as estações numa viagem longa de trem ou ônibus, ao desembarcar, olha em torno, aprecia a paisagem, respira o ar fresco e retorna à viagem sentindo-se descansado, como se tivesse passado por uma mudança. Se você parar com frequência, vai acabar aprendendo a ler a linguagem do seu corpo antes de ficar doente.

Quer saber os benefícios ou frutos de parar? Primeiro: Atenção - Segundo: Relaxamento - Terceiro: Solidão (A diferença entre solidão e isolamento é a estima que você tem por si mesmo). Quarto: Abertura - Quinto: Limites (Parar ajuda a saber a diferença entre você mesmo e os demais). Sexto: Abraçar a sua sombra. - Sétimo: Propósito.

Na tradição Judaico-cristã, Deus estipulou o sábado como dia de descanso. Mas o sábado e o domingo ficaram tão atribulados quanto qualquer segunda-feira. Você consegue hoje ouvir o seu coração? Não? Então perceba já a importância de parar!!!

  




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

FERIDAS TRATADAS SUPERFICIALMENTE

A maioria de nossas feridas estão escondidas ou disfarçadas atrás de comportamentos ou, do nosso silêncio. Já que, mexer dói, e rejeitamos ao máximo a dor; vamos nos escondendo daqueles que podem nos assistir e e apoiar em nosso processo de restauração e cura.

Aos pastores está a responsabilidade de cuidar das pessoas que estão no rebanho. Quando o apascentador assume demasiadas funções burocráticas e administrativas, corre o risco de negligenciar as pessoas, seus traumas e feridas, permitindo assim um rebanho doente. Perdendo o contato com as pessoas, e abrindo mão de relacionamentos profundos de confiança, nós pastores podemos estar fazendo coisas pelas quais não fomos chamados para fazer.

Deus levanta Jeremias a fim de fazer um alerta aos sacerdotes e profetas daquele tempo acerca da negligência às feridas do povo. O texto grita: "Até os profetas e os sacerdotes - usam de falsidade. Eles tratam dos ferimentos do meu povo como se fossem coisa sem importância". (Jr.8.10-11). Deus leva muito à sério as enfermidades não tratadas no seu povo. Estamos como líderes do rebanho preocupados com a estrutura, com os valores denominacionais, com a eloquência ou vestimenta, com o treinamento de novos líderes e pessoas para a obra do evangelho...mas e a saúde das pessoas?

Feridas e traumas não podem ser tratados superficialmente. Um membro adoecido gera enfermidades para todos os outros membros. Quantas feridas abertas na alma de nosso povo! Quantas questões não tratadas, e se tratadas, não estão buscando a cura e a restauração no Senhor. O próprio Jeremias lamentou: "A minha tristeza não pode ser curada". (Jr. 8.18). Quantos pastores tristes, adoecidos emocionalmente, sem dinâmica para cuidar de outras pessoas. Precisando primeiro ser curado, tratado e ministrado.

Uma pergunta que não quer calar: "Por que o meu povo não foi curado?" (Jr.8.22). Olhemos a saúde integral do rebanho como uma prioridade para Deus. Pessoas feridas, principalmente na liderança, produzirá mais ferida. Tenha seu processo de restauração com uma prioridade, se deixe tratar, busque ajuda já, seja sadio, porque Deus tem o remédio para cada dor e questão, e espera usar seus pastores para ministrar cura para  o Seu povo.

Glória a Deus!!!

sábado, 19 de janeiro de 2013

TRATANDO A SOLIDÃO

Ela é uma das fontes mais universais de sofrimento humano e uma condição permanente e contínua na vida de milhões de pessoas. A solidão desconhece os limites de classe, raça, ou idade. Ela envolve um sentimento íntimo de vazio que pode ser acompanhado de tristeza, desânimo, sensação de isolamento, inquietação, ansiedade e um intenso desejo de se sentir amado e necessário à alguém.

Mesmo a Bíblia declarando: "Não é bom que o homem esteja só...", é possível percebê-la na vida de homens como Jacó, Moisés, Jó, Neemias etc. Davi certa vez se queixou por sentir-se só: " Olho para os lados e não vejo ninguém que me ajude. Não há ninguém para me proteger, não há ninguém que cuide de mim" (Salmo 142.4).  

Algo que rejeitamos aceitar é o fato de a solidão, pelo menos até certo ponto, pode ser uma falha da própria pessoa. Aumentamos o nosso potencial de solidão quando somos apanhados numa competidão intensa, lutando pela auto-suficiência, centrados em nossos próprios interesses e sucesso pessoal, críticos ou intolerantes em relação a outros, apegando-nos aos ressentimentos ou exigindo atenção dos outros. Tais atitudes, no geral, nos levam a usar outras pessoas para satisfazer nossas próprias necessidades ou suprir nossos próprios egos. Nada afasta mais depressa os outros, e isto nos isola.

Encarando de frente as diversas possibilidades de causa da solidão, buscando trata-las adequadamente, sugiro algumas reflexões importantes:

Devemos admitir o problema - Ao se sentir solitário, os primeiros passos em direção à cura é admitir a solidão, reconhecer que ela é penosa e decidir fazer algo sobre o problema; ao invés de se sentir um desajustado social.

Precisamos considerar as causas - Com ajuda de um amigo, profissional ou terapeuta, buscando identificar as causas, será possível trabalhar na fonte da solidão em vez de tentar eliminar os sintomas. 

Aceitemos o que não pode ser mudado - Considerando as causas, será importante reconhecer que embora algumas coisas possam ser transformadas, tal como o autoconceito negativo ou atitudes derrotistas que produzem solidão, existem outros pontos imutáveis. A viúva solitária, não pode ter de volta o marido, nem podemos sustar a tendência moderna das pessoas se mudarem constantemente. 

Alteremos o que podemos alterar - Solitários devem ser ajudados a ver e reconhecer seus pontos positivos, habilidades e dons espirituais, assim como as fraquezas. Busquemos a dar o melhor de nós, com a ajuda sobrenatural de Deus. 

Enfrente Riscos - Mesmo com uma auto-imagem positiva, as vezes é preciso coragem para estender-se a outros. E se eles nos criticarem ou rejeitarem, ou deixaremos de responder? Isso embaraça e ameaça. É aí que nos arriscamos nos relacionamentos com outros.

Aprenda habilidades - Podemos, de verdade,  a aprender a se  comunicar com outras pessoas. Tudo que é comportamental pode ser modificado. Desenvolver habilidades de sociabilidade é vital para vencermos a solidão.

Satisfazer necessidades espirituais - O próprio Deus declarou que as pessoas precisam umas das outras se quiserem evitar a solidão. Precisamos, porém, entender que a solidão jamais desaparece por completo até que, além da companhia humana, o indivíduo seja apresentado a JESUS CRISTO. O Seu Espírito vive no interior de todo crente, ajudando-nos, orando por nós e nos tornando mais semelhantes a Cristo.

Fonte: Gary Collins.





quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O PROCESSO DA EDIFICAÇÃO

Deus usa o processo de edificação para tratar os nossos pecados, feridas, dores, conflitos, raiva e necessidades emocionais a fim de trazer cura e crescimento às nossas vidas e à da comunidade (igreja) que pertencemos. Cada passo no processo de edificação é necessário para que o próximo passo aconteça:

1 - Identificação: Entendemos, damos nome e definimos especificamente o fruto e a raiz da nossa dor, pecado, raiva, ferida e/ou conflito. Na maioria dos casos torna-se difícil identificar a raiz de nossos pecados e feridas, devido as nossas negações e camuflagens.


2 - Confissão: Consiste em reconhecermos, verbalizarmos, admitirmos o que tem sido identificado como causas e fontes da nossa dor, raiva, ferida e/ou conflito. Confessar significa 'reconhecer'. Isso nos ajuda a sermos específicos na conversa com Deus; invés de sermos vagarosos.

3 - Aplicação: Começamos novamente, restauramos a vida, consertamos e mudamos em nossas vidas aquilo que identificamos como atitudes ou ações destrutivas, disfuncionais e pecaminosas e, andamos com a mente de Cristo. A aplicação inicia quando permitimos que Deus destrua os muros fora de prumo que construímos em nossa vida (Leia Ezequiel 13.15-16).

4 - Edificação: Agora Cristo pode nos edificar e nos usar para a edificação de outras pessoas.

Continuemos nossos processos!!!

EDIFICADOS EM CRISTO

A palavra 'Edificação' no Novo Testamento vem do grego "oikomodeo" que traduzido diz: "Promoção do desenvolvimento espiritual de um corpo ou Igreja (Efésios 2.1) - Um edifício em crescimento. Nossa edificação, ou crescimento espiritual acontece quando a cabeça, Cristo, começa a ministrar ao seu corpo (ou comunidade) por meio de outros membros (ou pessoas). Cristo ministra a mim por meio de outros irmãos.

Hoje corremos perigo de a igreja se tornar um movimento que solucione os seus problemas espirituais por si em vez de ser edificado por Cristo. Isso acontece quando se extrai a energia da concentração de habilidades, sabedoria e recursos próprios da igreja. Uma comunidade edificada por Cristo libera o poder espiritual, a sabedoria e os recursos, de Deus!

Existem três maneiras hoje de percebermos um grupo de resolvedores de problemas espirituais:


a) As pessoas se veem como a fonte da edificação em vez de ser o 'condutor' para o processo de edificação de Cristo.


b) Uma pessoa traz uma necessidade à comunidade em vez de, primeiro, colocá-la aos pés da Cruz pela oração e súplica.


d) O líder ou um membro é visto (na sua própria mente ou na mente do grupo) como o "edificador" oficial que tem as respostas ou a fórmula para todos os problemas e necessidades.


O Senhor Jesus é quem deve decidir sobre nossos problemas ou necessidades. Devemos sempre indagá-lO:


Pai, revela a fonte do problema!

Senhor, como Tu vai resolver isso?
Onde, Senhor, Tu vai resolver o problema?
Quando, Senhor, Tu tratará dessas questões em minha vida?


QUEBRANTAMENTO

Um princípio importante no processo de alcançar cura, restauração e transformação interior é o quebrantamento. A partir do momento que tomamos conhecimento de fatos e verdades a nosso respeito, torna-se necessário 'reagir' diante desse conhecimento.

Quebrantar significa se render, se entregar representando ao mesmo tempo Arrependimento e Humilhação diante de Deus. Quando constatamos uma realidade sobre nós mesmos e, enquanto nos debatemos e esperneamos contra ela, não ficaremos curados. Ao contrário, quando a realidade vem à tona traz-nos dor, podemos chorar e derramar nossa alma diante de Deus, estamos assim iniciando o nosso processo de cura.

Só tomar consciência não produz cura! A nossa saúde vai requerer certa atitude e postura frente à problemática. Quebrantamento não é fácil e nós sempre que pudermos, resistiremos a ele. Nossa reação natural é o ressentimento, a revolta, negação e inquietação. Passando por esse primeiro momento 'doloroso', havendo possibilidades de rendição e submissão, então temos uma boa notícia: Podemos nos curar! Aleluia!!


domingo, 6 de janeiro de 2013

SAUDÁVEIS NOS RELACIONAMENTOS

Infelizmente um número enorme de pessoas estão feridas e desgastadas pelo intenso peso das mágoas. São pessoas ressentidas; ou seja, sentindo repetidas vezes as dores que sofreram de um conflito pessoal. A questão é que todos experimentamos essas 'rupturas' em nossas vidas, em nosso relacionamento com Deus e com as pessoas. Esses sentimentos tendem a nos sobrecarregar e, facilmente nos conduzirá à outras crises e enfermidades.

Nossa restauração não será plena e saudável até que todas as áreas doentes estejam reparadas. Jesus ensinou: "-Se você estiver oferecendo no altar a sua oferta a Deus e lembrar que o seu irmão tem alguma queixa contra você, deixe a sua oferta ali, na frente do altar, e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e ofereça a sua oferta". (Mateus 5.23-24). 

O apóstolo João endossa: "- Se alguém diz Eu amo a Deus, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê". (1 João 4.20).

Um fato que desperta a atenção no texto de Jesus é que pessoas ressentidas com as outras tem consciência disso, pois elas "lembram". Ao lembrar do fato que existe um conflito pessoal entre você e alguém, ao invés de endurecer o coração, sua atitude de ser a de buscar uma reconciliação o mais rápido possível, e se livrar da monstruosidade da mágoa. Muitos cristãos, infelizmente, estão escravizados e adoecidos pelo ódio, inclusive pastores, que desgastados uns com os outros, se contorcem de raiva, resistindo ao concerto.

Outro fato curioso na fala de Jesus é que a restauração do relacionamento é mais importante que o culto. A oferta ficaria para depois. Pois o altar poderia esperar até que as pessoas se retratassem e se reconciliassem. Aquela oferta marcada pela mágoa não seria aceita pelo Deus eterno, creio que seria como a oferta de Caim, que por ódio matou o seu irmão.

Precisamos decidir reparar as rupturas em nossos relacionamentos. Isso exige que façamos as pazes com Deus, conosco e com outros quem nos afastamos. Assuntos não resolvidos nos relacionamentos podem nos impedir de estar em paz com Deus e conosco. Devemos manter nossa mente e coração abertos a qualquer pessoa que possamos ter negligenciado. Com frequência, Deus nos lembrará de relacionamentos que precisam de atenção. Não demore para ir ao encontro daqueles que ofendemos ou por quem fomos ofendidos e procurar reparar os danos causados.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

IMPOTENTES COMO AS CRIANÇAS

Para muitos que se encontram em processo de recuperação, as lembranças da infância não são nada agradáveis. Podem estar cheias de medo porque se sentiam indefesas. Se foram criadas em uma família fora de controle, na qual descuidavam dela, abusavam ou as expunham a violência doméstica e a um comportamento disfuncional, o pensamento de impotência pode ser aterrador. Talvez essas pessoas já tenham até prometido nunca mais serem tão vulneráveis como quando eram crianças.

Jesus nos diz que, para entrar no Reino de Deus, devemos ser como crianças, e isso inclui ser impotente. Ele disse: "- Eu afirmo a vocês que isto é verdade, quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele". (Marcos 10.15).

Em qualquer sociedade, as crianças são os membros mais dependentes. Não têm nenhum poder natural para se autoproteger; não têm meios para garantir que a sua vida seja segura, cômoda e satisfatória. As crianças pequenas são particularmente dependentes do amor, dos cuidados e da proteção de outros nas suas necessidades mais básicas. Elas precisam chorar, mesmo que nem saibam exatamente do que é que necessitam. Precisam confiar sua vida a alguém que é mais poderoso que elas e têm a esperança de que serão ouvidas e cuidadas com amor.

Se queremos nos curar, também temos de admitir que somos completamente impotentes. Isso não significa que temos de nos transformar outra vez em vítimas. Reconhecer a nossa impotência é uma apreciação franca da nossa situação na vida e um passo positivo para a restauração.




APONTANDO O DEDO

"Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque
Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará
com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros".
Mateus 7.1-2 BLH

Certamente que houve momentos nos quais ignoramos os nossos pecados e problemas e apontamos o dedo para alguém. Provavelmente não estamos em sintonia com os nossos assuntos internos porque ainda estamos culpando outros pelas nossas decisões fracassadas. Ou, talvez, evitamos um autoexame e fazemos um inventário moral das pessoas à nossa volta.

Quando Deus pergunta a Adão e a Eva sobre o pecado deles, ambos apontam o dedo um para o outro. "Aí Deus perguntou: - E quem foi que lhe disse que você estava nu? Por acaso você comeu a fruta da árvore que Eu proibi de comer? O homem disse: - A mulher que me deste para ser minha companheira me deu a fruta, e eu comi. Então o Senhor Deus perguntou à mulher: - Por que você fez isso? A mulher respondeu: - A serpente me enganou, e eu comi" (Gênesis 3.11-13).

Culpar os outros como primeira tática de defesa parece ser próprio da natureza humana. Também podemos tentar escapar dos nossos problemas avaliando e criticando os outros. Jesus nos adverte: "Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Hipócrita!! (Mt. 7.3,4).

Lembre-se hoje que sempre é tempo de autoexame. Cuide-se para não culpar ou examinar a vida dos outros. No futuro, haverá oportunidade para ajudar outros, depois que nos tornarmos responsáveis pela nossa própria vida.

O CICLO DO ERRO

Por que será que pessoas inteligentes insistem em cometer erros repetidamente? Por exemplo, um casamento doente acaba em divórcio e é seguido por outro casamento ruim, e outro divórcio. Foi assim com o povo de Israel. Sempre e continuadamente Deus libertava os israelitas dos seus problemas. Por curtos períodos de tempo, o povo manteve a fé firme na adoração à Deus. Mas, em seguida, eram levados a nova falha e queda. A frequência com tais falhas ocorrem por pouco nos leva a pensar que tais padrões são inevitáveis. Não, não são inevitáveis! São resultado de não estar ciente de que a restauração é um processo vitalício e de que necessitamos de ajuda o tempo todo.

Deus não protegeu aquele povo das consequências dolorosas dos seus atos. Ele permitiu que sofressem as consequências para que aprendessem lições valiosas. Enfrentar as consequências de nossos atos se revela parte saudável do processo de cura. Cada vez que os israelitas caíam em si e admitiam sua impotência, teriam sido capazes de quebrar o ciclo. Nós nunca esgotamos os passos iniciais da recuperação. Somos impotentes para lidar com o caos de nossa vida e necessitamos entregar continuamente toda a nossa vida a Deus. 

Chega um tempo em que não dá mais para persistirmos no erro. Esse ciclo precisa ser quebrado já, ou ficamos para trás, não avançaremos! E para agirmos nessa direção não precisamos ser perfeitos. Deus trata com pessoas falhas , humanas e limitadas. Admita a necessidade do Espírito intervir em você, fortalecendo-o (a) para que celebre suas conquistas, quebre o ciclo do erro e segure sua bênção.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ENFRENTANDO AS PERDAS

No processo da dor, enfrentamos a angustiosa realidade de nossas perdas. Isso leva-nos o tempo e uma grande energia emocional. Por isso ser tão difícil, nossa tendência é tentar ignorar o sofrimento. Evitando o difícil processo da dor não há crescimento e nem restabelecimento. Noemi se sentiu angustiada e abandonada por Deus quando morreram seu marido e filhos. Mas ela enfrentou sua perda honestamente e se entregou ao sofrimento. Isso foi um passo importante para a restauração de sua saúde emocional.

O básico escapou da vida de Rute e de Noemi. O caminho mais fácil para Rute seria o de abandonar Noemi em sua pobreza e retornar para a segurança de sua própria família e pátria. Mas Rute confiou no Deus de Israel e escolheu ficar com Noemi. Ambas receberam muito conforto uma da outra. Aqueles que estão sofrendo precisam de alguém que chore com eles e os ajude a carregar a sua dor. Durante tempos difíceis, Deus usa outras pessoas para nos trazer consolação.

É fácil pensar que, se as circunstâncias fossem razoavelmente um pouco melhores, nossa saúde e cura seriam mais fáceis. A prova, porém, para qualquer processo de recuperação é ver quais os resultados que ele produz quando os tempos são maus. O livro de Rute nos fala a respeito de uma família que sofreu severas perdas. Primeiro, faleceu o marido de Noemi; depois seus dois filhos. Uma nova voltou para casa, para a sua família, a outra, porém, ficou nesta situação, aparentemente sem esperanças. Rute não aceitou deixar que os tempos difíceis decidissem o resultado de seu futuro.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

LIDANDO CONTRA A RAIVA

Para muitos de nós, é bastante difícil lutar contra a irritação. Alguns temos um histórico de raiva, e assim tentamos reprimir nossos sentimentos. Já outros ocultamos os sentimentos de coragem, fingindo que não existem, porque, no passado, nunca puderam expressá-los. 

Se alguns de nossos problemas derivam de não sabermos como expressar apropriadamente a nossa irritação, é possível que procuremos não lidar com eles. Talvez seria melhor "deixá-los de lado", com a esperança de que desapareçam. Avaliar como lidar com a irritação de forma adequada é parte importante em nosso caminhar saudável.

O apóstolo Paulo disse: "Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro irados. Não deem ao diabo oportunidade para tentar vocês". (Efésios 4.26-27). Uma saída é estabelecer um tempo limite diário para lutar com a nossa coragem; um tempo para encontrar a maneira de expressar os nossos sentimentos e, então, abandoná-los.

Lutar contra a irritação rapidamente é importante, pois, quando permitimos que amadureça, ela se transforma em amargura. A amargura é a raiva que foi enterrada e teve tempo para crescer. A Bíblia nos adverte: "Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva. Nada de gritarias, insultos e maldades! Pelo contrário, sejam bons e atenciosos uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês". (Efésios 4.31-32).

Os Alcoólicos Anônimos ensinam que nunca devemos chegar ao ponto de estar muito famintos, zangados, sós ou cansados. Poderemos conseguir isso se logo lidarmos com a raiva tão logo apareça.

VERDADE, RECUPERAÇÃO E SAÚDE

A verdade traz cura - Pelo fato de a verdade causar dor, muitas vezes tentamos nos proteger dela. Quando Isaías disse a verdade ao povo de Judá com relação à seus pecados, eles agiram como muitas vezes agirmos: esconderam-se na negação. Recusaram-se admitir que tinham pecado. Fazendo assim, também se recusaram a experimentar o poder curador da verdade. Nosso programa de recuperação somente será eficiente quando nos abrirmos à verdade, independentemente da dor que isso possa causar.

A Negação leva à procura de culpados - Em vez de admitirem seus pecados e reagirem frente aos mesmos, o povo de Judá culpou a Deus pelas terríveis consequências dos mesmos. Se continuamos na negação, também nos tornaremos exímios em encontrar culpados. Se desejamos progredir na recuperação e andar saudável, necessitamos assumir a responsabilidade por nossas ações. As dolorosas circunstâncias que sofremos muitas vezes são consequências diretas das nossas próprias faltas.

É onde entra a oração: Deus não é um capacitador. Como vemos no livro de Isaías, Deus leva muito a sério as nossas ações. Deus faz por nós o que somos incapazes por nós mesmos; mas, então, deixa o restante ao nosso encargo. Isaías disse ao povo que, apesar da iminente destruição, Deus os libertaria do cativeiro babilônico. Deus providenciou os meios, mas o povo devia dar os passos para sair da Babilônia. Quando nossas orações por restauração não são respondidas, pode ter chegado a hora de agirmos. Muitas vezes, somente depois de agirmos em fé é que seremos capazes de ver o que Deus já realizou em nosso favor.


A SAÚDE E O INVENTÁRIO DE NÓS MESMOS

Confissão
Neemias 9.1-3

Façamos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

Ao fazermos nosso inventário moral, provavelmente faremos uma lista de nosso hábitos destrutivos, das nossas falhas de caráter, dos erros cometidos, das consequências de escolhas erradas com as quais convivemos agora e dos danos que causamos a outras pessoas. É semelhante a revirar todo o lixo de nosso passado. Isso é doloroso, mas é procedimento necessário para jogar fora os hábitos e comportamentos deteriorados. Se não lidarmos com eles, certamente arruinarão todo o resto de nossa vida.

Os exilados judeus que retornaram do exílio "confessaram os seus pecados". Essa frase diz muito. A ideia da confissão envolve não apenas assumir os nossos pecados,  mas também inclui sentir verdadeira tristeza por causa dos mesmos. Pecados são ofensas contra Deus, inclusive toda e qualquer transgressão contra a vontade dEle. A sequência natural da verdadeira confissão, após assumirmos nossos pecados e lamentá-los perante Deus, é abandoná-los.

A confissão dos israelitas nos serve de modelo a seguir ao realizarmos nosso inventário moral. Podemos listar as ocasiões em que ocorreram nossas ofensas, nossos hábitos destrutivos e as consequências que causamos em nossa vida e na vida de outros. Então, depois de nos responsabilizarmos por todo o lixo, podemos "jogá-lo na lixeira".

Na sua confissão, os israelitas assumiram, lamentaram e, então, descartaram seus pecados. Após isso, estavam melhor habilitados a fazer um novo começo. Nós podemos "assumir" o lixo em nossa própria vida ao nos responsabilizarmos pessoalmente por escolhas feitas e ações praticadas. Podemos "lamentar" os pecados permitindo-nos chorar. Podemos "descartar" os pecados deixando-os para trás e direcionando-nos para o futuro.

terça-feira, 1 de maio de 2012

CARECEMOS DE UMA VISÃO SADIA DE COMUNIDADE

No estudo desta semana com nossa célula protótipo, estudamos sobre "Uma Família(Igreja) Compartilhando Sem Medo". Compartilhar é verbo transitivo que se define por 'ter' ou 'tomar parte' em, ou na vida do outro - 'participar' da história do outro - 'Fazer parte das desgraças alheias'. 

Reproduzo aqui uma publicação da Igreja Comunitária Willow Creek. Texto de 1993 que definiu-se para toda a igreja a realidade de compartilhamento e o conceito prático de Comunidade:

"Reconhecemos que todos nós somos pessoas feridas. Não chegamos aqui para colocar uma máscara e dizer: "- Tudo vai bem!" Uma comunidade genuína é aquela em que as pessoas podem ser vulneráveis. Como uma reunião do Alcoólicos Anônimos, podemos dizer: "-Sou um pecador e tenho estes problemas e estas feridas". Então ocorre comunidade verdadeira, em vez de construirmos uma fachada. Queremos ser um local de autenticidade, onde confissão mútua é um elemento mais do que bem-vindo! Aqui somos distintos, mas não exclusivos...Nossos mestres não se apresentam como pessoas perfeitas. Eles também praticam essa vulnerabilidade; caso contrário não sobreviveriam.
Tornar-se cristão é apenas o primeiro passo. A vida é um trabalho interminável de lidar com as cicatrizes do nosso passado e continuar clamando para sermos pessoas sadias. Em segundo lugar, aprendemos que somos todos ministros juntos, auxiliando uns aos outros a descobrir e usar os dons que Deus nos deu...Comunidade nasce da interdependência. Não podemos cumprir o plano de Deus sem os outros". 

Não precisamos rever nosso conceito de Comunidade? O próprio Senhor Jesus viveu compartilhamento sem medo em sua jornada aqui na terra. Em tempo de terrível angústia, reuniu três dos seus discípulos mais íntimos e 'abriu o coração' dizendo-lhes: "Minha alma está cheia de pavor e tristeza, a ponto de morrer, fiquem acordados comigo" (Mt.26.38 - Bíblia Viva). 

Comunidade já!